Não quero estragar a Páscoa de ninguém. Muito menos causar intriga. Só vou dar a notícia, porque tenho certeza que os 4,5 mil servidores públicos do município não vão ler esta coluna. Enquanto os funcionários da Prefeitura não tiveram um centavo de aumento real e ameaçam greve para ganharem uns trocados a mais no vale alimentação de R$ 240, os assessores comissionado dos vereadores vão ter um expressivo reajuste. Mas ninguém precisam se irritar. É coisa pouca, “só” 22%, R$ 620 a mais no salário. A história é velha, o capítulo, novo. Em junho de 2014, foi aprovado projeto de autoria coletiva que alterava o nível de vencimento dos assessores. Com a decisão, o salário seria reajustado de R$ 2,8 mil para R$ 3,4 mil. A proposta recebeu dez votos favoráveis e três contrários, de Márcio do Flórida (PT), Cordeiro (PSB) e Pastor Otávio (PTB). Zezinho Cabeleireiro (PPS) não participou da sessão. Vergara (PSB) votou a favor. A lei autorizando o aumento foi publicada no dia 17 de julho. O então presidente Jépy Pereira (PSDB) alegou restrições da Lei de Responsabilidade Fiscal e decidiu não pagar os novos valores. A lei continuou em vigor sem ser aplicada. O Departamento Jurídico da Câmara acaba de avaliar o caso e concluiu que não há ilegalidade na lei. Com base no parecer favorável, os assessores vão passar a receber os valores reajustados retroativos ao mês de janeiro, quando Marco Garcia (PPS) assumiu a presidência. Se nada mudar a partir de agora, o combinado é que a diferença seja depositada já na próxima folha. Na sessão de terça, os vereadores acataram decisão do prefeito e aprovaram projeto que fixa o vale alimentação dos servidores da Prefeitura em R$ 260. O vale de seus assessores é de R$ 440.
Coelhinho da Páscoa: O ex-deputado Gilson de Souza (DEM) não vê a hora de a Páscoa chegar. Não que ele goste de ovos de chocolate, mas é que sua nomeação para coordenador de Habitação só deve ocorrer após a Semana Santa.
Feijoada: Cerca de 20 pessoas participaram do jantar em comemoração ao aniversário do Bar do Xerife, em Patrocínio Paulista, sexta-feira. Graciela Ambrósio, presidente do diretório municipal do PP, estava entre os convidados. Sentou-se à mesa com o prefeito Marcos Ferreira (PT) e o deputado Guilherme Campos (PSD). A delegada avalia a possibilidade de mudar de partido.
Cuidado, Fernando: O presidente do Sindicato dos Servidores correu riscos na última sessão da Câmara. Disse que os trabalhadores precisam dar a cara a tapa...
Fora de combate: Nirley de Souza (DEM) operou o menisco do joelho direito quinta-feira. Se machucou jogando bola no ano passado. Hoje, saberá quanto tempo deverá ficar afastado.
Assovia e chupa cana: Denílson Carvalho defende Vergara no caso do tapa na cara. Ao mesmo tempo, é advogado do Sindicato dos Servidores, que briga com o prefeito, e com o Vergara, para tentar melhorar o salário da categoria.
Orientações do Executivo: Faltavam 15 minutos para o depoimento de ontem começar, quando o procurador jurídico da Prefeitura, Joviano Mendes da Silva, chegou à Câmara e perguntou, diante de jornalistas, onde poderia encontrar o Vergara.
Estagiário de Sidnei Rocha: Está bombando nas redes sociais uma montagem do filme A Queda - As últimas Horas de Hitler. Uma das cenas foi legendada como se passasse na Prefeitura e tem Alexandre Ferreira no papel do nazista. Imperdível!
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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