Produção de calçados em Franca deve encolher 15%


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Luís Borges, assessor de imprensa do Sind. dos Sapateiros, acredita que as fábricas irão reverter o cenário
Luís Borges, assessor de imprensa do Sind. dos Sapateiros, acredita que as fábricas irão reverter o cenário
O parque industrial de Franca deve fechar 2015 com 5,6 milhões de pares produzidos a menos que no ano passado. A previsão é do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) e foi feita com base em dados como número médio de trabalhadores e a capacidade de trabalho de cada um. 
 
Em 2014, Franca produziu 37,1 milhões. Segundo o levantamento, a previsão para 2015 é a de que as indústrias encerrem dezembro com 31,5 milhões de pares fabricados na cidade, uma diferença de 15% a menos do que no ano anterior. Se a previsão se confirmar, será o pior resultado desde 2003, quando foram produzidos 28,6 milhões de pares.
 
E 2015 já deu mostra de que não será, realmente, um ano fácil para a indústria calçadista. Só no primeiro mês do ano, a produção já encolheu 340 mil pares. Em janeiro de 2014, as fábricas confeccionaram 2,96 milhões de pares. No mesmo mês deste ano, foram 2,62 milhões. 
 
O presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão, preferiu não comentar a previsão de baixa na produção. Mas fez críticas à política econômica do governo federal que tem gerado um clima de instabilidade no setor industrial. 
 
O setor calçadista fechou janeiro com quase 3 mil trabalhadores registrados a menos que em 2014. No início do mês passado, Brigagão disse que o sindicato não esperava um bom resultado para 2015. “Aumento de juros, inflação alta, aumento de impostos, tarifas e endividamento das famílias... Tudo isso deve afetar o consumo e as vendas de calçados. Não esperamos um bom resultado”, disse ele.
 
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Já o Sindicato dos Sapateiros de Franca está mais otimista. Segundo o assessor de imprensa da entidade, Luís Borges, o ritmo de demissões no começo do ano é maior por conta da sazonalidade da indústria calçadista. “Registramos, claro, uma movimentação maior nas demissões, mas nada assustador. Esse aumento é natural e não preocupa ainda”, disse ele. 
 
O assessor também disse que, apesar das dificuldades enfrentadas por algumas fábricas da cidade, há casos em que os resultados de vendas têm sido muito bons. Como exemplos ele citou as fábricas Mariner e Calvest. “Elas estão contratando. Estão bem no mercado e investindo”.
 
O sindicalista disse que, para 2015, a expectativa dos trabalhadores é que as fábricas consigam vencer as adversidades enfrentadas pelo setor calçadista. “Apesar do panorama ruim, sabemos que os empresários já passaram por muitas outras crises e venceram. Para nós, o ano não será tão ruim assim”. 

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