Obras da CDHU têm ritmo lento em São José da Bela Vista


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Atrasadas, 108 casas populares em São José da Bela Vista devem ficar prontas somente em 2016
Atrasadas, 108 casas populares em São José da Bela Vista devem ficar prontas somente em 2016
O sonho da casa própria em São José da Bela Vista está longe de se tornar realidade. As obras de 108 moradias populares que estão sendo construídas na cidade, por meio de uma parceria entre CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e Prefeitura, se desenvolvem em ritmo lento e não há prazo para retornarem ao normal. A informação é a de que os serviços foram desacelerados a pedido da própria companhia estadual.
 
Prevista para começar em 2012, a obra só teve início no ano seguinte, após intervenção da nova administração municipal. Passados dois anos de construção, as casas, que inicialmente ficaram prontas em 12 meses, estão agora na fase de acabamento e no aguardo da conclusão da infraestrutura do conjunto habitacional.
 
Embora as moradias estejam erguidas e com a presença de operários, a impressão que se tem é que o canteiro de obras está parado. Segundo funcionários da construtora responsável pela obra, o número de operários está reduzido pela metade (atualmente  a obra tem 12 trabalhadores), há falta de matéria prima e maquinários para o desenvolvimento dos trabalhos. “Estamos trabalhando, mas está muito lento. Deveria ter o dobro de trabalhadores”, disse um funcionário que preferiu não se identificar.
 
A prefeita de São José, Célia Ferracioli (PTB), confirma a desaceleração na obra e diz que a diminuição do ritmo de trabalho se deve à queda no repasse de recursos pelo Governo Estadual. Ela, porém, tem a expectativa de que as inscrições para o sorteio das casas ocorra no segundo semestre e o desejo de fazer a entrega das moradias até o fim de 2015. “As obras estão devagar por conta de problemas da CDHU em fazer os repasses, mas não paradas. Estão caminhando dentro do cronograma. Antes de assumirmos a Prefeitura, elas ficaram seis meses paradas”. O déficit habitacional na cidade, segundo a prefeita, é de 500 moradias.
 
A CDHU
Erguidas no fundo da Vila Maria, às margens da rodovia vicinal Jorge Luís, as casas possuem dois dormitórios, sala, cozinha e banheiro e serão entregues com piso e azulejos, forro em laje de concreto e aquecimento solar. Pelo projeto, as casas terão 56,67 metros quadrados de área construída, muro divisório entre os lotes, projeto paisagístico e ruas pavimentadas. De acordo com uma placa informativa na obra, o investimento é de R$ 7,1 milhões e a previsão de entrega era para 12 meses.
 
Em nota, a CDHU nega o problema e informa que as obras seguem o cronograma físico-financeiro normal elaborado na assinatura do convênio com a Prefeitura. A companhia também comunica que o conjunto habitacional está sendo executado por administração direta, onde a Prefeitura contrata a empresa construtora e administra a obra, enquanto ela repassa os recursos de acordo com medições dos estágios cumpridos.
 
Por fim, a companhia diz que, de acordo com o cronograma citado, a previsão de término das obras é para outubro de 2016.

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