A disputa entre os dois Sindicatos de Sapateiros com sede na cidade ganhou mais um round. Desta vez, a briga é pelos valores referentes ao pagamento das contribuições sindicais obrigatórias recolhidas entre os anos de 2005 e 2009. Em jogo, estariam cerca de R$ 5,5 milhões. O caso está na Justiça.
Para entender a disputa, é preciso voltar no tempo. Em 1995, o Sindicato dos Sapateiros de Franca e Região, com sede na rua Padre Anchieta, no Centro, sofreu um racha. O então diretor Fábio Cândido, que morreu no início deste ano, decidiu sair da instituição e formar um outro sindicato, para representar apenas os trabalhadores de Franca.
Por anos, o caso tramitou na Justiça. Até que em 2010, o Supremo Tribunal Federal ordenou que fosse concedido a Fábio Cândido o registro sindical.
Desde então, é o Sindicato dos Sapateiros de Franca que responde pela categoria. O sindicato da Padre Anchieta acabou ficando apenas com a representação dos sapateiros na região. O fato que, ao ganhar o registro, a entidade de Fábio Cândido também acabou recebendo o direito às contribuições pagas anualmente pelos sapateiros.
Para receber os valores referentes aos anos em que o processo tramitou, Cândido decidiu entrar na Justiça. A primeira vitória veio em 2010, mas com os recursos, o processo acabou se arrastando. Agora entrou em sua fase final, com o cálculo do valor a ser devolvido pelo sindicato da Padre Anchieta para o que era controlado por Cândido.
Liquidação
Fábio Cândido morreu no início deste ano. Nas eleições para escolher a nova diretoria do Sindicato dos Sapateiros de Franca, Agnaldo Madaleno foi o vencedor. Segundo a Justiça do Trabalho, ele tem até o próximo dia 7 de abril para apresentar os cálculos para o pagamento.
“O processo já está com o advogado para liquidação. Estamos ansiosos para que a Justiça seja feita e possamos receber esses valores que são nossos por direito”, disse o assessor de imprensa do sindicato, Luís Borges.
A estimativa preliminar é de que o montante ultrapasse a casa dos R$ 5,5 milhões.
O sindicato da Padre Anchieta foi procurado para comentar o assunto, mas nenhum dos diretores quis se pronunciar.
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