O proprietário da fábrica clandestina de bebidas que funcionava no Jardim Ipanema, zona Norte, se apresentou na manhã de ontem no 3º Distrito Policial. O comerciante de 41 anos, acompanhado de um advogado, declarou que produzia as bebidas apenas “por hobby” e que vendia somente a “amigos”. Ele foi cientificado do inquérito e assinou cerca de dez infrações sanitárias aplicadas por agentes da Vigilância Sanitária de Franca.
A fábrica foi fechada pel equipe do 3º DP na quarta após denúncia. Foi apurado no local que os produtos eram falsificados e armazenados em embalagens de agrotóxicos usadas. O barracão não tinha ventilação e nenhum tipo de higiene. Algumas garrafas já envasadas continham em seu interior objetos sólidos. Entre os materiais apreendidos estavam mais de 100 mil garrafas de bebidas destiladas.
No dia da ação, o proprietário da fábrica não foi localizado. Ontem, ele se apresentou na delegacia. “Ele se limitou a informar que tudo não passava de um hobby, que estaria arrependido e que queria regularizar a situação”, disse o delegado Leopoldo Gomes Novais, que comandou a operação e preside inquérito policial.
No momento em que o dono da fábrica era interrogado, a equipe de investigação do 3º DP localizou em um bar da zona Oeste 15 garrafas da bebida falsificada. “O proprietário disse que adquiria a cada 15 dias uma caixa com 24 unidades do produto com o suspeito. Ele vai responder pelos mesmos crimes que o suspeito da fábrica”, destacou o delegado Novais. A pena pode chegar a 8 anos de reclusão.
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