Prefeitura diz que retirará lixo da casa de idoso que morreu


| Tempo de leitura: 2 min
Idoso foi encontrado no último domingo preso embaixo de entulhos que guardava dentro de sua casa, no Aeroporto III
Idoso foi encontrado no último domingo preso embaixo de entulhos que guardava dentro de sua casa, no Aeroporto III
A casa do catador de recicláveis João Cipriano Júnior, 72, que morreu após ficar três dias sob entulhos será limpa pela Secretaria Municipal de Serviços e Meio Ambiente.
 
De acordo com o secretário da pasta, Ismar Tavares, não há uma data definida para a limpeza ser feita. “Por causa da chuva ainda não fomos lá, mas estamos nos programando. Como se trata de um caso de saúde pública, vamos executar esse serviço”, disse Tavares.
 
O sobrinho da vítima, Geraldo Antônio Cipriano, 61, aguarda a limpeza do imóvel com a esperança de que se encontre alguma documentação da casa. “Não sabemos se ele deixou a propriedade para alguém ou se doou”, disse.
 
O catador de recicláveis morreu na tarde da última segunda-feira, 16. Ele foi encontrado no último domingo preso embaixo de entulhos que guardava dentro de sua casa, no Jardim Aeroporto III. De acordo com vizinhos, o catador não era visto desde a quinta-feira, dia 12.
 
O homem morava sozinho e tinha pouco contato com a família. A Polícia Militar e os Bombeiros realizaram o resgate do catador no último domingo. 
 
O caso
A polícia encontrou no bolso do idoso o documento de identidade e R$ 2.046 em dinheiro. Segundo o sargento da Polícia Militar, Weslen Rodrigo de Souza, a hipótese é de que homem tenha sofrido um mau súbito. Ao se apoiar nos entulhos, os materiais caíram sobre seu corpo e o impediram de sair ou pedir ajuda.
 
O mecânico Djalma Santos mora ao lado do idoso e pulou o muro entre as casas para saber o que estava acontecendo. Ao ver luzes acesas e a casa trancada acionou a Polícia Militar. “Ele era uma pessoa muito boa e tranquila. A gente costumava levar recicláveis para ele vender. Não sabia que dentro da casa dele estava assim, mal dá para entrar”, disse.
 
De acordo com o policial militar, o catador de recicláveis não estava desacordado, porém estava muito confuso. Ele chegou a ser socorrido e internado na Santa Casa de Franca, mas morreu no dia seguinte em decorrência de uma infecção generalizada. 
 
No local havia uma grande quantidade de caixas de papelão e diversos materiais no quintal e no interior da casa.
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários