Negociações travam e servidores públicos fazem nova manifestação


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Em um dos corredores do Colégio Champagnat, funcionários da Educação protestaram ontem
Em um dos corredores do Colégio Champagnat, funcionários da Educação protestaram ontem
Prefeitura e servidores públicos seguem longe de um acordo salarial. A terceira rodada de negociação, realizada ontem, não avançou. O município voltou a alegar dificuldade financeira e repetiu que não é possível aumentar o valor do vale alimentação, hoje fixado em R$ 240. 
 
A resistência do prefeito em atender o pedido irritou os trabalhadores. No mesmo horário da reunião, protestos aconteceram em diversos setores da administração. 
 
No sábado, a categoria faz nova assembleia para decidir os rumos do movimento. “Hoje, eu diria que a chance do estado de greve ser decretado é de 60%”, afirmou o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Fernando Nascimento.
 
O impasse nas negociações é o valor do vale alimentação. Os servidores pediram R$ 550 e aceitaram reduzir para R$ 400, o mesmo que ganham os funcionários da Câmara Municipal. A Prefeitura alega que a receita caiu e que não tem condições de pagar mais do que os atuais R$ 240. “A reunião de hoje (ontem) não deu em nada. Eles continuam batendo o pé e falam que não têm condições de reajustar o valor. Acreditamos que é possível, sim. O prefeito desrespeita os trabalhadores e está pagando para ver. Já mostramos nossa força.”
 
Não há nova rodada de negociação prevista para hoje. Sábado, os servidores vão se reunir na Câmara, às 10 horas, para avaliar a última oferta apresentada por Alexandre Ferreira. “Os trabalhadores vão decidir se aceitam o que foi proposto até agora ou se vão para a briga, para o enfrentamento. Se for o desejo da maioria, vamos decretar o estado de greve”, finalizou Fernando Nascimento.
 
Protesto
Um indicativo do que pode acontecer neste sábado foi dado ontem. Enquanto representantes do Sindicato e da Prefeitura negociavam, servidores pararam de trabalhar por cerca de 30 minutos, sentaram-se no chão e vaiaram Alexandre Ferreira. Participantes disseram que aconteceram protestos em escolas, unidades de saúde e no setor de obras. A maior manifestação se deu no Colégio Champagnat, onde despacha a secretária de Educação, Fabiana Sampaio.
 
O vereador e sindicalista Luiz Vergara (PSB), que é o líder do prefeito na Câmara, divulgou nota afirmando que a Prefeitura chegou ao seu limite. “Não falta boa vontade à administração, mas sim recursos.”
 
Ele afirmou que a proposta do município é “vantajosa” para os servidores e que a Prefeitura não tem como atender os R$ 400 de vale alimentação pedidos. “Hoje isso é impossível, porque os gastos com pessoal da Prefeitura estão no limite do que a lei permite, mas a proposta atual é boa para os trabalhadores.”
 

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