Adesão de professores estaduais chega a 85% no quarto dia de greve


| Tempo de leitura: 2 min
EE ‘Dr. Orlik Luz’, no City Petrópolis, é uma das unidades de Franca atingidas pelo movimento grevista dos professores da rede estadual
EE ‘Dr. Orlik Luz’, no City Petrópolis, é uma das unidades de Franca atingidas pelo movimento grevista dos professores da rede estadual
Oitenta e cinco por cento dos professores estaduais em Franca aderiram à greve da categoria até ontem, segundo a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). A paralisação teve início na última segunda-feira, 16, e não tem previsão para chegar ao fim.
 
“Queremos mostrar que se não tivear professor nem aluno, não há razão para existir escola. Nossa escola é muito boa, conseguimos nota boa no Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), então merecemos ter nosso reconhecimento”, disse uma docente da rede pública estadual que pediu para não ter o nome divulgado.
 
A categoria reivindica aumento salarial de 75,33%, conversão do bônus em reajuste salarial, aumento do vale alimentação e do vale transporte, garantia de direitos para professores temporários e convocação dos aprovados nos concursos.
 
Os professores pedem ainda melhorias no ensino, como desmembramento de salas superlotadas, número limite de 25 alunos por sala, melhor infraestrutura, fim do corte de verba e aumento de repasse para as escolas, continuidade da gratuidade do transporte público para estudantes, dentre outros pedidos.
 
De acordo com a Apeoesp, até ontem o governo do Estado não havia oferecido nenhuma contraproposta aos professores. A categoria se reúne novamente em assembleia hoje, na capital paulista. Um ônibus com professores de Franca irá a São Paulo nesta sexta participar da reunião.
 
Pressão
Proibição da entrada do comando de greve nas escolas; exposição de publicidade negando a situação de greve; convocação de professores eventuais; persuasão dos grêmios estudantis para incitarem os alunos a comparecerem às escolas; dentre outras recomendações teriam sido encaminhadas pelo dirigente de ensino substituto de Franca, Hugo Tasso, aos diretores das escolas, segundo a Apeoesp. Para o sindicato, a ação é ilegal.
 
“Isso viola o direito de greve dos servidores. Vamos protocolar um requerimento na Diretoria de Ensino de Franca na próxima segunda alertando que essas recomendações são ilegais e que, se esse tipo de pressão continuar, vamos tomar providências judiciais”, disse o vice-diretor da subsede da Apeoesp de Franca, Carlos Eduardo Rogério.
 
Em nota, a Secretaria Estadual de Educação orienta que “todos os estudantes da rede estadual compareçam normalmente às escolas e determinou que professores substitutos sejam chamados para cobrirem eventuais ausências”. 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários