Mãe queria ver filho preso por um dia como forma de castigo


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Mãe de menino de 14 anos é diarista: ‘Sou a primeira a defender meu filho se ele estiver certo’
Mãe de menino de 14 anos é diarista: ‘Sou a primeira a defender meu filho se ele estiver certo’
“Quando ele nasceu, o médico disse que era um homem que estava nascendo. E é isso que eu quero. Que ele vire um homem”. 
 
As palavras são de uma mãe, diarista de 36 anos, que após tomar conhecimento da participação do filho de 14 anos em uma tentativa de furto de chicletes, aplicou um castigo inusitado: o apresentou no Plantão Policial. Ela queria que ele passasse uma noite recolhido para, nas palavras dela, “entender que para cada ação, existe uma reação”.
 
Separada, mãe de três garotos com idades entre 6 e 14 anos, a diarista trabalha todos os dias em diferentes residências para garantir o sustento da família. Quarta-feira à noite, ao chegar do trabalho, ela foi comunicada que PMs da Ronda Escolar abordaram o primogênito em um estabelecimento nas proximidades da escola onde estuda.
 
“Ele foi comprar balas e um amigo tentou subtrair chicletes. A vendedora viu e chamou a polícia para os dois. Ela disse que meu filho tentou distraí-la para que o amigo pegasse os chicletes”, relembrou a mãe na noite de ontem, emocionada. O filho, segundo ela, negou, mas na opinião dela, “se estava junto, era cúmplice”. “Eu não tiro a culpa do meu filho. Quem está junto em um crime, não foge da culpa”, disse.
 
A ocorrência foi resolvida no local, sem necessidade de registro em delegacia. Mesmo assim, a mulher queria uma punição e levou o garoto para o Plantão Policial. “Fiz isto para que ele entenda que tudo o que se faz na vida, tem seu preço. Se faz coisa boa, vai receber coisa boa. Se faz coisa ruim, vai ter coisa ruim”, justificou. “Ele tem que entender que não se pode fazer estas coisas. A gente tem que conquistar as coisas com o suor do rosto da gente. Eu trabalho desde os 9 anos de idade e isto não me matou”, afirmou.
 
A diarista relatou que o filho ficou assustado com sua atitude e que muitas pessoas a condenaram. “Esta é a atitude de uma mãe que carrega o sonho de ver seu filho se tornar um homem de verdade”, declarou a mulher. Arrependida? “Não”, afirmou a mãe. “Se o meu filho estiver certo, serei a primeira a me jogar na frente dele para defende-lo de tudo. Dou meu peito para receber uma bala no lugar dele, se ele estiver certo. Agora, se ele cometer algum ato que não esteja dentro da lei, também serei a primeira pessoa a condená-lo. E pode ter certeza, vou levá-lo à delegacia”, revelou. 
 
O desejo dela de ver o filho uma noite atrás das grades não foi realizado. Motivo: Não houve crime e tratava-se de menor de idade.

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