A segunda rodada de negociação entre representantes da Prefeitura e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, hoje cedo no Paço Municipal, não evoluiu. Após duas horas de uma reunião tensa, as partes não chegaram a um acordo. O motivo do entrave é o valor do cartão alimentação. O município alegou dificuldade financeira e se recusou a aumentar o valor, o que irritou os trabalhadores. Uma nova assembleia foi convocada para às 19 desta quarta-feira na Câmara Municipal. A posição do governo será apresentada à categoria durante o encontro. A possibilidade de greve começa a ganhar força.
A Prefeitura concordou em conceder a reposição da inflação com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que foi de 7,68% no período. Também ficou acordado que o abono escolar será de R$ 231. “A reunião aconteceu em clima tenso de mais. O senhor Mazza (Humberto Mazza, secretário de Administração) estava muito nervoso e não deu abertura. Não teremos nem um R$ 1 de aumento salarial real. Eles também não querem reajustar o valor do cartão. Cedemos e concordamos em reduzir o valor, mas o prefeito está irredutível”, disse o presidente do Sindicato, Fernando Nascimento.
Os servidores pediram que o cartão alimentação seja de R$ 550 e aceitaram negociar por R$ 400. Os representantes da Prefeitura firmaram o pé nos atuais R$ 240. “Eles alegam que não têm recurso, que a receita está caindo e que não podem reajustar o valor. Estão fazendo pressão para os servidores aceitarem sob pena de retirarem o benefício”.
Diante do impasse, o Sindicato marcou reunião, para este noite na Câmara, para discutir com os servidores a proposta apresentada pela Prefeitura. “Pedimos o comparecimento de mais colegas de trabalho para decidir se vamos aceitar ou não essa proposta. Se a categoria não aceitar, vamos ver quais rumos vão tomar”, afirmou Fernando Nascimento.
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