Com Alzheimer, ex-Frenética vive hoje no Retiro dos Artistas


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Edyr de Castro, integrante do grupo que virou febre na década de 70 e 80, trocou em 2011 a casa que morava com a mãe, em Jacarepaguá, por um lar ao lado dos amigos no Retiro dos Artistas. Ela fez e a alegria do asilo por três anos se apresentando em festas por lá. 

A rotina animada da cantora foi interrompida no ano passado, quando foi diagnosticada com o grau mais elevado de Mal de Alzheimer. Com dificuldades na fala e nos movimentos, a atriz caminha com a ajuda de uma cuidadora e ao lado da cadela Lyndha Lô, que está com ela há 13 anos. Ela faz uso de medicação controlada que toma três vezes ao dia, tem mãos trêmulas, pouco conversa e se expressa com dificuldade. “Sou feliz aqui. Estou em paz comigo mesmo”, sussurra a artista.

No asilo, Edyr passa o dia assistindo DVDs de espiritismos, hits de sucesso como Dancin' Days, da época em que se apresentava ao lado de suas companheiras de palco, Dhu Moraes, Leiloca, Lidoka, Regina Chaves e Sandra Pêra. Edyr nunca perdeu o contato com as companheiras do grupo.

“Elas mandam mensagens diariamente através do WhatsApp, e cada dia é uma reação diferente. Ela ouve e se emociona. Outro dia, ela não reconheceu um amigo aqui do Retiro, e ela mesma disse, 'acho que estou com Alzheimer'. Antes, ela andava muito, almoçava no refeitório, mas agora é mais difícil”, contou a cuidadora Katya Yamada, que a acompanha há três anos.
 

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