Falta seriedade e verdade


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Fatos atuais e antigos demonstram um Brasil sem credibilidade, um país sem seriedade, do jeitinho e de meias verdades. Li a entrevista do presidente da Nissan no Brasil, em uma revista, que me causou perplexidade. Ele diz que não conseguiu explicar para os japoneses (matriz) como os nossos governantes não previram a falta de energia e de água. A empresa fez investimentos bilionários em nosso país e agora tem que fazer outros investimentos que não estavam previstos. A frase chocante e realística é que o Brasil não é um país sério, falta planejamento e dizer a verdade. Confesso que isso feriu o meu brio! Acredito ser o nosso país sério, mas, infelizmente somos governados, de modo geral, por pessoas acostumadas ao “jeitinho brasileiro”, a resolver as coisas de “improviso” ou no “deixa comigo”. Isso tem que acabar. Já deveríamos ter passado dessa fase, pois, se queremos nos tornar um país desenvolvido é preciso ter maturidade administrativa, econômica, financeira, judiciária e principalmente política.
 
Os políticos precisam entender que possuem um mandato e que queremos e merecemos ser um país Desenvolvido e Sério. Se eles não são sérios e preferem o “jeitinho”, nós vamos dar um “jeitinho” deles deixarem de nos representar, de não serem eleitos e de acabar com a brincadeira. Ouço muitos defenderem que os menores devem ser responsáveis pelos seus atos, então, está na hora dos políticos e governantes também responderem pelas “brincadeiras” ou “forma amadorística” de administrar e de ser político, já que estão se comportando como crianças egoístas que só conseguem olhar para os próprios umbigos.
 
Manobras são empreendidas para garantir a eleição e, depois se tornam vazias, jogadas ao vento. Precisamos exigir o cumprimento já que, analogicamente, pelo Código de Defesa do Consumidor/Código Civil as promessas do fornecedor/produtor/promitente têm que ser cumpridas, então porque as políticas não? Talvez pelo fato de sermos crianças mimadas que olham para o próprio umbigo e não se preocupam até que a própria condição seja afetada. Passou da hora de sermos verdadeiros, responsáveis e sérios! Queremos um país de verdade, sério e não de brincadeiras! Chega! Basta! 
 
Acir de Matos Gomes
Advogado, professor universitário 
 

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