O deputado federal Bruno Covas (PSDB), eleito com 352.708 votos, passou a sexta-feira na região de Franca. Ele visitou as cidades de Aramina, Igarapava e Pedregulho, onde recebeu o título de Cidadão Pedregulhense, durante solenidade realizada à noite, na Câmara Municipal. “Estive na região ano passado pedindo o voto de confiança das pessoas. Agora, a gente retribui arregaçando as mangas. O trabalho de deputado não é só o de legislar e fiscalizar lá em Brasília. É também um trabalho de representar e estar perto da população”.
Antes do compromisso em Pedregulho, o neto do ex-governador Mário Covas visitou a sede do GCN. Conheceu a redação do Comércio, o parque gráfico e foi recebido para uma entrevista exclusiva na Sala Horizonte. Na conversa com os jornalistas Corrêa Neves Júnior, diretor executivo do GCN, e o repórter Edson Arantes, o sub-relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras falou das investigações que estão tirando o sono do governo federal. “Espero que nesta CPI a gente possa mostrar, cada vez mais, o quanto de corrupção que se praticou ali, quem acabou se beneficiando deste esquema, pois o dinheiro vai para algum lugar, vai para alguém, não evapora, e, também, mostrar quem eram os operadores”.
Na opinião do deputado, a apuração realizada pela Câmara Federal será importante para punir os culpados pelos desvios de recurso público e tentar resgatar a credibilidade da empresa. “Quem sabe a gente possa passar a limpo a Petrobras, que é uma instituição do coração de todos o brasileiros, que todos respeitam e admiram, mas que está vivendo este problema grande de queda de preço e de desmoralização”, disse.
Bruno Covas afirmou que é preciso “reestatizar” a Petrobras. “Porque ela foi privatizada por um grupo político, por um partido político. Acho que a CPI pode colaborar muito com as investigações que estão sendo feitas, porque ela tem um escopo ainda mais amplo do que a operação Lava Jato”. A entrevista completa com o deputado será publicada na edição de amanhã do Comércio.
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