Foi negado o pedido de arquivamento apresentado pelo vereador Luiz Vergara (PSB) ao Conselho de Ética da Câmara, contra a representação do advogado José Antônio Lomônaco. O advogado acusa o vereador de quebrar o decoro parlamentar por ter agredido com um tapa na cara o marceneiro Hélio Vissoto, dentro do plenário.
Segundo o presidente do Conselho de Ética, vereador Pastor Otávio (PTB), o requerimento apresentado por Vergara foi descartado porque nenhuma de suas alegações foram consideradas motivo para o arquivamento.
No pedido protocolado no dia 11, Vergara tenta desqualificar a representação apresentada, alegando que Lomônaco não é servidor da Câmara e também teria rixas antigas com Vergara. “Isso não pode ser levado em consideração. O Regimento Interno diz que a denúncia contra um vereador pode ser apresentada por qualquer cidadão”, disse o presidente do Conselho.
Como Vergara não apresentou ainda sua defesa para a denúncia, o conselho decidiu convocá-lo para prestar esclarecimentos em uma audiência na próxima quarta-feira, às 15 horas. “Ele terá a oportunidade de, se quiser, apresentar suas justificativas”, disse Pastor Otávio.
Nesta sexta-feira também foi protocolado na Câmara um requerimento assinado pelos vereadores Márcio do Flórida (PT) e Valéria Marson (PSDB) solicitando o afastamento do vereador Donizete da Farmácia (PSDB) do julgamento do caso Vergara.
Donizete é o terceiro membro do conselho e, em agosto do ano passado, também se envolveu em uma confusão com o marceneiro Hélio Vissoto. Ao ser cobrado no plenário por Hélio, Donizete se irritou e o ameaçou. “Acho melhor você calar a boca. Vai tomar no seu... Vou te pegar a hora que acabar a sessão”, disse. À época, o clima esquentou, mas acabou sendo abafado por seguranças acionados por Donizete.
Para Márcio do Flórida, o vereador tucano também já deu mostra de que seu posicionamento sobre o fato, antes mesmo da conclusão das investigações no conselho, já está tomado.
“Em entrevistas aos jornais da cidade, Donizete tem demonstrado que seu julgamento pode não ser totalmente isento. Para não haver qualquer suspeita sobre a decisão do conselho sobre o caso, decidimos pedir seu afastamento”, disse o vereador petista.
Márcio do Flórida e Valéria Marson pediram também o afastamento de outros dois vereadores que ocupam vaga de suplentes do conselho: Luís Cordeiro (PSB) e Laercinho (PP). Ambos, assim como Donizete, são apontados como testemunhas de defesa de Vergara no processo.
Os pedidos devem agora passar pelo Departamento Jurídico da Câmara para serem analisados. Depois serão discutidos em uma reunião do conselho marcada para esta segunda-feira. Se os requerimentos de afastamento forem acatados, o vereador Daniel Radaeli (PMDB) deve assumir a vaga de Donizete durante o julgamento de Vergara.
No final da tarde dessa sexta-feira, os vereadores Donizete da Farmácia e Luiz Vergara foram procurados para comentar o caso, mas nenhum dos dois atendeu ao celular.
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