O Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçado de Franca) rebateu as afirmações feitas pelo professor Elias Antônio Vieira, um dos coordenadores de um estudo realizado por pesquisadores do campus da Unesp local sobre a geração de resíduos dentro da cadeia produtiva.
O estudo, segundo Vieira, detectou problemas nas etapas de produção em 55 empresas francanas pesquisadas, além de questões ligadas à falta de governança e interatividade das empresas e entidades representativas de classe, como o Sindifranca, e outras instituições.
Na entrevista que deu ao Comércio, publicada no dia 1º de março (domingo), o professor disse que o trabalho de levantamento das fábricas pesquisadas foi dificultado, pois o Sindifranca teria fornecido um cadastro de empresa defasado e que depois de concluídos os trabalhos de pesquisa o sindicato não teria demonstrado interesse em seu resultado. Em resposta, por meio de carta assinada por seu presidente, José Carlos Brigagão do Couto, o Sindifranca disse que o cadastro é atualizado diariamente entre as empresas associadas à entidade, mas que não pode se responsabilizar por dados de fábricas não associadas.
Sobre a alegada “falta de interesse das lideranças” a respeito da pesquisa, o Sindicato afirmou que não foi sequer informado oficialmente do teor ou resultado da mesma. O pesquisador, disse o Sindicato, procurou pela entidade em dois momentos antes da pesquisa: um para comunicar que estava fazendo a pesquisa e outro para solicitar recursos para aplicar os produtos do estudo. “Nunca nos foram apresentados resultados ou mesmo a conclusão do trabalho”, disse Brigagão.
Sobre a falta de governança no setor, também apontada pelo pesquisador, o sindicato disse que a afirmação “decorre da ignorância em relação à indústria calçadista”, e cita diversos projetos, cursos e pesquisas em andamento entre a entidade e os governos Federal, Estadual e Municipal, com o Sebrae, com a Abicalçados (Associação Brasileira da Indústria de Calçados), e com a Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca).
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