Vou voltar pra minha casa
Para o abraço da minha mãe
E os conselhos do meu pai.
Não levo muita coisa
Além do espanto nos olhos
De ter encontrado o que não procurava.
Mais que a vergonha
De não ter ido até o fim,
Levo o orgulho
De ter sabido quando parar.
Voltarei para ouvir histórias
Sobre quem foi bom e já morreu.
E quem foi mau e ainda o é.
Talvez eu descubra, num insight,
Se fui bom ou sou mesmo perverso.
Ronaldo Silva, vendedor, universitário
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