O número de casos de dengue em Franca triplicou no primeiro bimestre de 2015 em comparação com o mesmo período de 2014. Segundo dados da Vigilância em Saúde do município, o número de ocorrências da doença saltou de 34 casos nos dois primeiros meses do ano passado para 108 no mesmo período deste ano, considerando os pacientes que adquiriram a doença na cidade, os chamados casos autóctones. Somando os francanos que pegaram dengue em outras localidades, o número de casos da doença em Franca salta para 154 somente no primeiro bimestre do ano.
Dados do Ministério da Saúde, divulgados ontem, apontam ainda que Franca teve 341 casos de dengue notificados (confirmados mais suspeitos), nas nove primeiras semanas de 2015, até o dia 7 deste mês.
Este último número faz parte do LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti) que registrou informações de 340 municípios brasileiros.
Para o diretor da Vigilância Municipal em Saúde, José Conrado Netto, um dos motivos para o aumento de 317% dos casos autóctones de dengue nos dois primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, se deve à estocagem de água feita pela população por conta da falta do líquido nas torneiras. “Além do pessoal estar descuidado, as pessoas estão acumulando água com medo de racionamento, mas acumulando de forma incorreta”, disse Netto.
Segundo ele, os bairros onde foi registrada maior ocorrência de criadouros do Aedes aegypti em Franca são Paulistano e Santa Bárbara.
Na região, os dados de Restinga, Rifaina e Ituverava também fazem parte do LIRAa. A primeira não registrou nenhum caso de dengue esse ano. Já Rifaina e Ituverava tiveram 107 e sete casos notificados da doença respectivamente.
Índice de criadouros
Apesar das centenas de casos, os registros da dengue em Franca colocam a cidade em condição satisfatória segundo o IPP, que é um índice do Ministério da Saúde que leva em consideração a porcentagem de casas visitadas onde foram encontrados criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Os municípios classificados como de risco apresentam larvas do mosquito em mais de 3,9% dos imóveis pesquisados. É considerado estado de alerta quando menos de 3,9% dos imóveis pesquisados têm larvas do mosquito. A cidade é classificada como satisfatória quando o índice está abaixo de 1% de residências com larvas do mosquito.
O IPP das nove primeiras semanas de 2015 em Franca ficou em 0,8%. No primeiro bimestre de 2014, o IPP de Franca ficou em 1,2%, o que colocava a cidade em estado de alerta.
Restinga em alerta
A situação mais grave em relação ao número de criadouros do mosquito, na região, é em Restinga, cujo IPP é de 2,8%. O número coloca a cidade em estado de alerta.
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