Como responsável pelo atendimento ao segmento varejista na Fesa, me deparo com uma preocupação inusitada para o setor.
Com a iminência de racionamento de água em São Paulo em função da grave crise hídrica, algumas empresas varejistas montaram comitê para contornar a escassez.
Liderado pela área de riscos em parceria com a de comunicação e/ ou com de engenharia, o comitê tem o objetivo de definir uma série de ações a serem implementadas para reduzir o consumo de água e orientar os funcionários sobre como agir em casos extremos de racionamento total.
As ações do comitê incluem desde treinamento de toda liderança sobre como proceder na crise hídrica, mudanças estruturais para aumentar a capacidade de armazenamento de água até introdução de home office para grande parte dos funcionários do escritório central.
Diante deste cenário, os executivos da área de risco terão um novo desafio a enfrentar, que envolve desde uma maior interação com outros setores da empresa, com a alta gerência e a gestão de PMO, até possível troca de informações com a concorrência.
Por outro lado, muitos executivos terão que se adaptar a um trabalho home office em caso de agravamento da crise, às vezes sem estrutura física adequada para condução de suas atividades.
Isso talvez exija deles uma capacidade ampliada de concentração e de foco para finalização das atividades dentro dos prazos. Vamos acreditar que não será necessário partir para estes planos extremos de contingência, até porque se isso ocorrer com certeza teremos impactos relevantes em toda a cadeia produtiva.
Tais Cundari
Vice-presidente da Fesa, consultoria de busca e seleção de altos executivos
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