Vergara questiona convocação do Conselho de Ética


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O vereador Luiz Carlos Vergara (PSB) agrediu o marceneiro Hélio Pinheiro Vissotto em sessão da Câmara, no último dia 3
O vereador Luiz Carlos Vergara (PSB) agrediu o marceneiro Hélio Pinheiro Vissotto em sessão da Câmara, no último dia 3
Faltando 21 minutos para o fim do prazo, às 16h39 de ontem, o vereador Luiz Vergara (PSB) protocolou sua defesa no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal. O órgão abriu procedimento para apurar sua conduta no episódio da agressão praticada contra o marceneiro Hélio Pinheiro Vissotto, dentro da Câmara, no último dia 3 de março. 
 
Não foi possível, na tarde de ontem, descobrir o teor do documento apresentado por Vergara, principalmente em razão da pouca disposição demonstrada pelo Conselho em apurar o caso. O presidente do Conselho de Ética, Pastor Otávio Pinheiro (PTB), passou os últimos dias em São Paulo com o celular desligado. Ele chegaria a Franca apenas na noite de ontem, depois de encerrado o expediente da Câmara. O vice-presidente, Jépy Pereira (PSDB), também não soube dizer quais foram as alegações de Luiz Vergara. “Ele ficou de fazer o protocolo no fim do prazo, mas não fui à Câmara hoje (ontem) à tarde. Vamos analisar a defesa e ver se ele pediu alguma diligência ou se arrolou testemunhas”, disse Jépy.
 
O Comércio apurou, junto a uma fonte que teve acesso ao documento, que o vereador em vez de se explicar, questionou como foi feita sua convocação e que teria pedido para desqualificar os procedimentos adotados pelo Conselho. Por meio de seu assessor, Vergara disse que não iria se manifestar a respeito do assunto. Seu advogado, Denílson Carvalho, disse que pediu o arquivamento do processo. “Há vícios formais na representação feita pelo denunciante (ex-diretor-geral da Câmara José Antônio Lomônaco) que impedem a continuidade do processo no Conselho. Requisitos não foram cumpridos. Por isso, a defesa pede o arquivamento”, disse Carvalho, sem citar os “vícios”.
 
Agora, com o presidente do Conselho de Ética de volta a Franca, a expectativa é que os integrantes se reúnam ainda hoje para avaliar a defesa apresentada por Vergara e definir quais serão os próximos passos da apuração. É provável que testemunhas e o cidadão agredido com o tapa na cara sejam chamados.
 
Por meio de manifestações em redes sociais e de e-mail enviado à Redação, Hélio Vissotto afirmou que só vai comparecer se for obrigado. “Não tenho tempo a perder, tenho que trabalhar para meu sustento, enquanto vocês, vereadores, ganham para ficar brincando com uma ética que não é minha! Nada do que vocês têm a falar me interessa! Portanto, Pastor Otávio, se vocês do Conselho de Ética quiserem me escutar, já me INTIMEM logo de cara! Se vier com convite, eu já estou te avisando: perda de tempo, eu não vou!”
 
Na semana passada, o marceneiro representou criminalmente contra Luiz Vergara na polícia. Foi registrado um Boletim de Ocorrência e aberto inquérito para apurar o crime de lesão corporal. Por se tratar de um acusado ocupante de cargo eletivo, a investigação será comandada pela Delegacia Seccional. O vereador também prestou queixa contra o eleitor que ele agrediu por “difamação e ameaça”.
 
O tapa
O vereador Luiz Vergara agrediu o marceneiro Hélio Pinheiro Vissotto durante a sessão da Câmara da semana passada. Logo após assumir oficialmente a função de líder governo e fazer um discurso defendendo o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), Vergara foi até o vidro que separa o plenário do espaço dedicado ao público, teve uma breve discussão com o cidadão - que questionava a mudança de lado do vereador, até então opositor de Ferreira - e deu o tapa. Vergara diz que foi acusado de ser corrupto, mas nem a testemunha nem as imagens da agressão gravadas pelo repórter fotográfico Dirceu Garcia, do Comércio, mostram isso.

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