As informações sobre o andamento do processo criminal do assassinato do menino Adriano Henrique Jardim Ramos, 5, que morreu depois de ser espancado pela mãe, não podem mais ser divulgadas à imprensa. Na tarde de terça-feira, o juiz de Execuções Criminais e da Infância e Juventude, José Rodrigues Arimatéa, decretou sigilo sobre o caso. No despacho, o magistrado alegou como razão para a medida a grande repercussão que o caso ganhou. O juiz teme que mais divulgação possa prejudicar as apurações em juízo e expor os menores envolvidos.
Adriano foi morto em 26 de fevereiro, depois de ser espancado por sua mãe, Jane Aparecida Jardim. À polícia, ela admitiu que bateu no menino com um cabo de vassoura e ainda o derrubou no chão. Jane está presa em Tremembé.
O irmão de Adriano, de 11 anos, também denunciou à polícia que os dois eram constantemente alvos de surras da mãe e do padrasto, Tiago Rodrigues. O padrasto foi indiciado por tortura e teve sua prisão temporária pedida na sexta, mas a Justiça negou. Na segunda, foi feito pedido de prisão preventiva que deverá ser analisado pela Justiça.
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