Vereador cassado


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Justiça seja feita. O mérito precisa ser reconhecido. Problemas existem, é verdade, mas a Câmara Municipal agiu rapidamente e decidiu punir com rigor o vereador que cometeu a agressão e ganhou repercussão em nível nacional. A cassação foi aprovada pelo plenário com ampla maioria de votos. “Se nós formos coniventes, nós vamos estar dizendo que todo mundo pode bater na cara dos outros”, afirmou o presidente. Boa, gostei, é assim que se fala e faz. O valentão ficou preso por duas horas. Não foi só: por causa do tapa na cara, pegou um ano de cadeia. 
 
Não se anime. A situação descrita acima é verídica, mas não se refere à Câmara de Franca. O exemplo de como se deve agir veio de Pontes e Lacerda (MT), cidade de 42 mil habitantes, que fica a 450 km de Cuiabá. Na manhã de 28 de junho de 2010, o vereador Lourivaldo Rodrigues de Morais (DEM), vulgo Kirrarinha, agrediu a jornalista Marcia Pache, repórter da TV Centro Oeste, afiliada do SBT, dentro do Centro Integrado de Segurança e Cidadania. Então candidato a deputado estadual, ele tinha ido prestar depoimento em outro caso policial em que estava envolvido.
 
Questionado pela jornalista sobre o que tinha a dizer sobre a acusação, o vereador respondeu com um soco em seu rosto, levando-a ao chão, e depois ainda desferiu um chute em suas pernas. Kirrarinha ficou preso por duas horas. Indiciado por lesão corporal e agressão, só foi liberado após pagar fiança. Três meses depois, já havia sido cassado pela Câmara. Em fevereiro do ano seguinte, foi condenado pela Justiça a um ano de prisão em regime aberto.
 
Telhado de vidro: O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que vai decidir se Vergara será punido, é formado por três vereadores. Pastor Otávio (PTB), o presidente, usou recursos públicos para bancar a participação em evento de promoção pessoal, em fevereiro de 2013, no episódio que ficou conhecido como a “farra das medalhas”. Assinou acordo com Ministério Público, foi multado e teve de devolver R$ 873,28. Em julho do mesmo ano, Jépy Pereira (PSDB), o vice-presidente do Conselho, abandonou a sessão alegando “compromissos administrativos”. Horas mais tarde, estava em Cuba tomando mojitos. O terceiro membro é Donizete da Farmácia (PSDB). Em agosto do ano passado, ele não gostou de ser cobrado pelo mesmo Hélio Vissotto do caso Vergara, que o questionava por ter inocentado o vereador Laercinho no caso das terras invadidas, apontou o dedo para ele e ameaçou: “Acho melhor você calar a boca. Vai tomar no seu... Vou te pegar a hora que acabar a sessão”.
 
Segurança máxima: Além dos quatro seguranças particulares, identificados com terno, e dos três guardas civis uniformizados, que foram contratados pelo presidente Marco Garcia (PPS) e que ficaram de prontidão na entrada da Câmara, havia outros três “capangas” à paisana no espaço reservado ao público, entre eles, um policial militar aposentado. Foram pagos por dois vereadores que temiam ser agredidos.
 
Minha casa, minha vida: O deputado Gilson de Souza (DEM) se despede da Assembleia Legislativa nesta sexta-feira. Domingo começa uma nova legislatura para a qual não foi eleito. Gilson não deve ficar na mão. É provável que ele assuma nos próximos dias cargo de coordenador na Secretaria de Estado da Habitação.
 
Pedreira: Luiz Vergara contratou o advogado Denílson Carvalho para defendê-lo do enrosco que se meteu.
 
Zum: Enquanto isso, Josivaldo Bahia (PTB) apresentou projeto de lei para batizar de “Cantor José Rico” a praça que será construída no Residencial Ana Dorothéa. Bom dia a todos!
 
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
 

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