Após vereador agredir eleitor, Câmara blinda prédio contra manifestantes


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Quatro seguranças particulares e três guardas civis vigiaram o prédio durante a sessão de ontem
Quatro seguranças particulares e três guardas civis vigiaram o prédio durante a sessão de ontem
Portões laterais fechados. Saída de emergência trancada. Acesso ao plenário restrito. Quatro seguranças particulares, tipo “leão de chácara”, na entrada. Três guardas civis de prontidão. A Câmara Municipal se blindou ontem. Não havia nenhum projeto polêmico, nem visita de algum chefe de Estado. A vigilância na chamada “casa do povo” foi reforçada por ser a primeira sessão após o vereador Luiz Vergara (PSB) ter batido em um eleitor.
 
Antes do tapa na cara, o controle de entrada na Câmara era feito apenas pelos porteiros. A mudança radical foi tomada pelo temor de haver algum protesto em represália às agressões cometidas por Vergara. “A repercussão do caso foi muito grande. A gente esperava que pudesse haver uma manifestação mais incisiva. Por isso, contratei quatro seguranças e pedi o apoio da Guarda Civil. Agora, todas as semanas haverá segurança particular para garantir a integridade física daqueles que frequentam a Câmara e também dos vereadores”, disse o presidente Marco Garcia (PPS).
 
O vereador admite que a presença ostensiva de seguranças inibe a presença dos cidadãos na Câmara, que já pouco acompanham as sessões. Mesmo assim, a blindagem será mantida. “Em outras cidades do porte de Franca, já tem essa segurança. Na Assembleia Legislativa, tem a Polícia Militar”, citou o presidente da Câmara. 
 
“Não será tirado o direito das pessoas participarem das sessões ou se manifestarem. O munícipe tem direito de protestar e vaiar, mas não tem o direito de ofender moralmente, como o vereador também não tem o direito de agredir, nem física nem verbalmente”, ressaltou Garcia.
 
‘Vai haver segurança’
O presidente disse não ver incoerência ao reforçar a segurança após um vereador, não um cidadão que acompanhava a sessão, cometer agressão. “Se eu não tomasse esta atitude e acontecesse alguma coisa, iriam dizer que eu fui omisso. O papel do presidente é tomar atitudes. A segurança é para evitar arruaça. Aqueles que pretendem assistir e participar da sessão podem vir tranquilos, pois vai haver segurança”, afirmou o vereador. 
 
Marco disse que os seguranças que contratou, ontem, serão pagos por ele com recursos próprios. O valor seria em torno de R$ 600. A Câmara deverá abrir nos próximos dias um procedimento para a contratação de equipe fixa. Neste caso, ele vai decidir se será feito por meio de licitação ou cotação de preços.
 
O forte aparato montado para a reunião não teve razão de ser. Ninguém apareceu no plenário. O único trabalho dos seguranças foi ver a hora passar. O tema agressão não foi abordado pelos vereadores nos discursos. 
 
Prazo termina hoje
Termina hoje à tarde o prazo para Luiz Vergara se explicar sobre a agressão ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Não há uma reunião para isso. As explicações são feitas por escrito.

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