O advogado José Nelson Salerno, que defende 194 demitidos da Tenny Wee, disse que está esperando que a Justiça libere perto de R$ 200 mil para poder oferecer a seus clientes, como parte da dívida que a empresa tem com seus empregados. O valor se refere a máquinas que Salerno conseguiu impedir que fossem vendidas pela empresa.
O montante, entretanto, é uma fração pequena dos mais de R$ 1,5 milhão que ele estima haver de débitos trabalhistas em seu escritório relativos aos funcionários demitidos da Tenny Wee.
Informado sobre a notícia de que Alexandre Ferreira estaria comandando uma nova empresa, Salerno disse que uma produção de quatro mil pares diários daria um alento para os empregados que ficaram sem receber nada, mas que de nada adianta nesse momento. “Seria muito bom que fosse verdade, porque poderia comunicar imediatamente ao juiz, mesmo que em nome terceiros”, disse o advogado. “Mas, infelizmente, já pedimos todos os tipos de pesquisas nos nomes das empresas e dos sócios e não surtiu nenhum efeito prático”, disse.
Além do processo na Justiça Trabalhista, outro corre na 3ª Vara da Justiça Comum, no qual os empregados aparecem como credores preferenciais em relação a qualquer bem ou valor em dinheiro pertencentes a Ferreira e seus sócios.
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