Moradores pedem segurança na avenida Euclides Vieira Coelho


| Tempo de leitura: 2 min
Grande número de pedestres, como registrado ontem, torna perigosa a travessia e o simples caminhar pela av. Euclides Coelho
Grande número de pedestres, como registrado ontem, torna perigosa a travessia e o simples caminhar pela av. Euclides Coelho
Um acidente com vítima fatal ocorrido no último domingo chamou a atenção sobre o perigo da avenida Euclides Vieira Coelho, no Parque Novo Mundo. A babá Ana Maria Dias, 56, morreu após um Vectra atingir sua Honda Biz, quando ela chegava na casa de sua filha. O carro vinha no mesmo sentido e colidiu com a moto.
 
Populares disseram que o carro “estava correndo”. O chão ficou marcado com a frenagem, pois o Vectra chegou a subir na calçada e derrubar uma lixeira.
 
O genro da babá, o pespontador, Valdeir Aparecido Meira, 39, estava na residência no momento do acidente. Ele pretende fazer um abaixo-assinado pedindo alguma intervenção para evitar que novas tragédias ocorram no local. “Acontece pelo menos um acidente por semana. Faz nove anos que moro aqui. Até os ônibus da São José e viaturas da polícia passam correndo. Espero que agora que morreu uma pessoa alguém tome providências”, desabafou o pespontador.
 
A família está empenhada em exigir mudanças no trânsito do local. “Minha mãe não volta, mas não queremos que isso aconteça com outras pessoas”, disse o filho da vítima, Warley José Teixeira, 34.
 
Na via, a velocidade máxima de 40 quilômetros por hora é frequentemente desrespeitada, de acordo com comerciantes e moradores da região. Os carros também fazem ultrapassagens proibidas a exaustão, invadindo a pista contrária. “Aqui o pessoal passa correndo direto, ninguém respeita o limite de velocidade. Sempre tem acidente, mesmo com menor gravidade. Por ser mão dupla, fica ainda mais perigoso”, disse o funileiro que trabalha nas proximidades, Júnior César da Silva, 29.
 
Além dos estabelecimentos comerciais, o movimento de pessoas na região é grande pela presença de uma escola e de uma fábrica de calçados.
 
A dona de casa Valdete Martins de Souza, 43, atravessava a avenida com quatro crianças ontem. Segurando as menores pelas mãos, ela teve que correr para conseguir atravessar a pista. A escola estadual Júlio D’Elia fica no Jardim Alvorada, perto da avenida Euclides Coelho. “Se tivesse uma faixa para atravessar seria bem mais seguro levar crianças à escola”, disse.
 
No horário de entrada e saída, a situação piora, pois os estudantes tentam cruzar a avenida. Qualquer descuido pode significar acidente. Quando a reportagem esteve no local, um ônibus teve que buzinar para jovens que seguiam pela calçada e desceram na via, quase invadindo a frente do veículo. No horário de almoço e saída da fábrica, também é grande o fluxo de funcionários a pé ou de bicicleta. “Quando você atravessa uma mão tem que parar no meio porque vem carro correndo sentido contrário”, disse a sapateira, Carlota Medeiros, 46.
 
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários