Matagal em passarela e usuários de drogas infernizam população do Jardim Pulicano


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Matagal quase obstrui passarela que liga o Jardim Pulicano ao Palmeiras: segundo os moradores, problema no local é antigo
Matagal quase obstrui passarela que liga o Jardim Pulicano ao Palmeiras: segundo os moradores, problema no local é antigo
No Jardim Pulicano, duas reclamações são comuns entre os moradores do bairro. Uma delas é a presença de usuários de drogas na praça. O outro é sobre uma passarela que liga o Pulicano ao Palmeiras, e que está tomada por mato há pelo menos dois anos. 
 
O programa Hora da Verdade Itinerante esteve no bairro na última sexta-feira, quando essas questões foram apontadas. A praça entre as ruas Wilson Newton de Melo e Padre Pio poderia ser uma área de lazer para os moradores do bairro. Mas, o clima é de insegurança, pelo uso de drogas no local. A aposentada Eurípeda Aparecida de Jesus Matias, 58, conta que a atividade ilícita acontece mesmo durante o dia e em locais expostos. “Eles ficam nos brinquedos de madeira e sentados debaixo de árvores, logo após o almoço”, disse.
 
Para os moradores, a presença dos usuários de drogas também representa o risco de furtos e roubos. “Eles ficam observando a residência e encarando a gente, tem dia que até saio pelo portão de trás da minha casa para evitar esse problema”, afirmou outra moradora. 
 
De acordo com uma vizinha da área, os usuários são na maioria jovens. “A gente vê eles usando maconha e acho que até crack”, disse a dona de casa Ivonete Mariano Gandara, 41. 
 
A outra reclamação é sobre uma via de acesso muito usada pelo dos moradores do Pulicano para ir ao bairro vizinho, o Palmeiras. Uma das extremidades da estrutura fica na rua Antônio Teixeira Andrade e desemboca num terreno. 
 
“Quando vamos para o Palmeiras temos que passar nessa ponte. É perigoso porque pode ter bicho, por causa do mato, ou até algum criminoso escondido”, disse a dona de casa Fátima Souza, 57. Ela é moradora do bairro há 11 anos e confirma que o problema da ponte é antigo. Segundo a dona de casa, quando não se atalha pela passarela, demora cerca de meia hora a mais para se chegar ao outro bairro. 
 
A ponte é acesso para mercados e outros comércios no Palmeiras. “Passo quase todo dia pela ponte para ir no varejão. A gente usa, então a Prefeitura podia consertar”, disse a dona de casa Célia dos Santos ,46.
 
Autoridades
Em relação ao uso de drogas na praça do Jardim Pulicano, a Polícia Militar disse, por meio da assessoria de imprensa, que o patrulhamento será intensificado no bairro no intuito de coibir delitos que possam estar ocorrendo. 
 
A orientação para esse tipo de problema é que a vizinhança acione a polícia pelo telefone 190, não sendo necessário se identificar. 
 
Ainda de acordo com a Polícia Militar, consta nas estatísticas de janeiro até agora, o registro de duas ocorrências no bairro. Um de furto e outro de danos a um estabelecimento comercial.
 
A reportagem do Comércio procurou o secretário de Serviços e Meio Ambiente, Ismar Tavares, por telefone e e-mail, mas ele não atendeu e não respondeu até o fechamento desta edição.
 
 

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