Depois de terem sua residência furtada, o casal Priscila De Col, 35, e Pedro Fonseca,34, apelaram para contatos em seus perfis nas redes sociais na tentativa de reaver bens preciosos levados pelos ladrões. Por volta das 19h30 da última quinta-feira, 5, Pedro e Priscila saíram de casa, localizada no Esplanada Primo Menegheti, para compromissos que não levariam mais que duas horas. Eles retornaram perto de 21h10 e abriram o portão basculante sem notar nada de errado. Momentos depois, perceberem que a porta da cozinha estava aberta. O susto foi grande.
Ladrões levaram muita coisa de dentro da casa, incluindo duas televisões, óculos, muitas bijuterias que Priscila mantinha, livros e até a sua carteira da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB).
Pedro e Priscila são músicos e artistas. Juntos, coordenam o grupo Cangoma, conhecido por suas apresentações artísticas e pelo trabalho de resgate da cultura. Também mantêm o grupo musical Balaio, ambos em Franca.
O furto na casa aconteceu sem que nenhum vizinho percebesse. Bairro relativamente novo e tranquilo, todas as casas do Primo Meneghetti possuem muros altos, o que dificulta qualquer visualização dentro do imóvel.
Priscila fez questão de dizer que não usa joias, mas que as inúmeras bijuterias levadas são peças artesanais que foi guardando ao longo dos anos. Até uma colcha feita de patchwork (retalhos de tecidos) foi levada pelos ladrões. “Foram anos guardando dinheiro para comprar essa colcha e, de repente, entram aqui e levam tudo”, disse ela, que ainda contabiliza prejuízo de R$ 1.300 em dinheiro, livros e uma bolsa com material de trabalho.
Pedro Fonseca, que é professor de música, teve três instrumentos furtados. Um deles, um violão feito por encomenda em São Paulo, avaliado em R$ 2.500 e com marcas e características únicas, o que deixa a esperança de que seja encontrado e devolvido. Duas violas também foram levadas. O violão, feito pelo luthier Samuel Carvalho, é exclusivo e traz a identificação dos fabricantes Irmãos Carvalho. “A esperança é que um músico ou alguma pessoa possa reconhecer e me devolver”, disse ele.
Para o casal, o pior é a sensação de insegurança que um episódio assim representa. Os dois, que moram com o filho de seis anos, estão há dois anos na casa. “Nunca tivemos nenhuma preocupação de trancar tudo quando saíamos, porque achávamos que não era preciso”, disse Pedro. “Saber que alguém entrou na sua casa, revirou suas coisas e levou tudo é muito difícil”, completou Priscila.
O casal disse ter recebido inúmeros contatos de amigos e músicos se oferecendo para ajudar. Até a oferta de empréstimos de instrumentos foi feita. “Isso acabou sendo uma surpresa para nós. Foi muita gente que demonstrou boa vontade”, afirmou Pedro Fonseca.
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