Dengue dispara em Franca e preocupa moradores


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Na chácara em que mora, Lidmor de Carvalho verifica se vaso de planta está com água acumulada
Na chácara em que mora, Lidmor de Carvalho verifica se vaso de planta está com água acumulada
Os casos de dengue dispararam em Franca neste ano. Até a semana passada, 47 casos foram confirmados na cidade. No mesmo período do ano passado, havia sido registrada apenas uma ocorrência da doença. Em 2015, os casos suspeitos também preocupam. São 293 ante 36 avaliados entre janeiro e fevereiro do ano passado. “Esse número está alto para nossa cidade, é preocupante”, disse o diretor da Vigilância em Saúde, José Conrado Netto.
 
Netto descarta, porém, uma epidemia de dengue em Franca e diz que a população precisa ter cuidado para evitar a formação de criadouros do mosquito transmissor da doença. “Ultimamente tem acontecido muito de pessoas estocarem água com medo de racionamento. O problema é que muitas deixam o recipiente aberto e ele pode se tornar um criadouro”.
 
A saída proposta pela Vigilância é fortalecer as ações de prevenção. “Precisamos que a população continue colaborando para eliminar recipientes que acumulem água e sirvam de criadouros para o mosquito transmissor da dengue”, afirma.
 
Vasos de plantas, calhas e caixas d’água estão entre os locais que geralmente não recebem o devido cuidado e se tornam focos do Aedes aegypti. 
 
Chácaras em alerta
Pelo menos dez moradores do condomínio de chácaras Vale Verde, próximo ao Jardim Palermo, na zona Oeste, estão com dengue ou suspeitam da doença.
 
A Prefeitura registrou seis suspeitas no condomínio, mas o número pode ser maior, porque nem todos passaram por atendimento médico e assim não geraram notificações oficiais da doença. A confirmação por laudo da Vigilância também não é imediata.
 
Nas casas visitadas pelo Comércio, quase todos tiveram casos de dengue na própria família ou conhecem algum vizinho que ficou doente. O medo de uma segunda contaminação também preocupa os moradores. “Foi terrível passar por essa doença, ainda estou me recuperando. Queremos que a Vigilância descubra esse foco e tome uma atitude porque a preocupação é grande”, disse o vendedor Joaquim Pinto Machado, 51.
 
A manicure Roberta Kelly Castro, 33, não foi contaminada mas teve familiares e moradores vizinhos com suspeita. “Aqui na minha casa ficaram doentes meu marido, minha filha, minha mãe, meu avô. No vizinho, a mulher, o esposo e a filha também apresentaram os mesmos sintomas. Isso nos preocupa muito”, disse ela.
 
No conjunto de chácaras foram realizados dois serviços de orientação e eliminação criadouro, de acordo com José Conrado Netto.
 
Os moradores pedem ações mais efetivas da Prefeitura. “A coisa está feia. Eu, minha mulher e meu neto ficamos doentes. A vigilância vem aqui, mas não tem resultado, podiam pulverizar veneno. A Prefeitura não percebeu que é uma guerra”, disse o aposentado Lidmor de Carvalho, 68. Netto afirma que esse serviço só é realizado em casos de epidemia. 
 
Outra queixa é sobre a demora para o diagnóstico. Netto justifica que os exames oficiais se concentram no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, que “atende todo o Estado e tem demanda alta, por isso a demora”.

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