Atenção aos jovens bebendo demais


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Os mais vividos com certeza se lembram que, de primeiro, conforme expressão usada pelo amigo Luiz Cruz, bebia-se menos que agora. Começando que era raro um menor estar com um copo de bebida alcoólica na mão. Já os adultos costumavam tomar a sua cerveja apenas nos finais de semana ou datas festivas, e nos bailes era um ou dois cuba-libres, que já davam coragem para dançar. Mulheres ficavam no sorvete ou refrigerante, e até pegava mal quando se via uma delas bebendo. Hoje, o número de mocinhas nas mesas de bar com bebida alcoólica está praticamente igualado ao dos rapazes. Os trotes não passavam de raspar os cabelos dos calouros e alguma pintura pelo corpo. Era tudo mais comportado. Agora as coisas mudaram e para pior. Adolescentes aprendem a beber com pouca idade e logo são vistos em meio às tais festas open bar ou encostados nos postos de combustíveis com a latinha ou garrafa na mão. Sem contar que depois, muitas vezes, querem experimentar outro tipo de droga mais forte, influenciados por más companhias e assediados pelos fornecedores, longe das vistas dos pais, que se acomodaram e fingem que não sabem o que os filhos estão fazendo, e só vão acordar quando o problema já atingiu um nível incontrolável. O pior é que o exemplo costuma vir de casa, com pais consumindo desregradamente bebidas alcoólicas, até na companhia dos filhos menores. O resultado, lamentável, é o que tem acontecido em algumas festas que têm até competição de quem bebe mais, levando jovens ao coma alcoólico e à morte. Que os pais abram os olhos, assumindo o controle, para não lamentar e chorar as tristes consequências. 

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