Temos, com tristeza, lido e ouvido sobre tragédias dolorosas. São queda de aviões, acidentes rodoviários que vitimam famílias e excursionistas alegres, mães que matam filhos... Vivemos a hora de aferição de valores. Intensifica-se na Terra um processo evolutivo que a conduzirá à regeneração, como preconizou Jesus.
A Providência — parece — avalia quem está em condições de herdar o paraíso terrestre. É, contudo, fácil de entender que é preciso que se permita a livre expressão do pensamento e da ação, posto que só assim a Justiça Suprema se realiza na concedida liberdade de escolha: adoto conduta reta e permaneço no planeta regenerado e feliz, ou exercito a liberdade de agir no mal e me transfiro para planos inferiores onde reina o choro e o ranger de dentes.
Como tudo no universo, também os dirigentes espirituais da Terra têm sua liberdade relativizada, quer pelo princípio do respeito ao livre arbítrio, quer pela impossibilidade de sintonizar-se com faixas vibratórias que, por demais inferiores, lhes impedem acesso à intimidade maldosa.
Mas, aquele que se eleva ao patamar do arrependimento promove a própria redenção. Referindo-se à observância da lei do amor, Jesus avisou: ‘Aquele que perseverar até o fim será salvo.’
Reencarnamos junto daqueles a quem devemos ajustes, mas, cegos pelas vertigens do ego, cedemos aos apelos do instinto maldoso.
Por isso, aqui, longe de um puritanismo piegas e hipócrita, o que fazemos é recomendar que vivenciemos a mensagem redentora do Mestre, a de fazer aos outros o que desejamos que nos façam, porque ‘a cada um segundo as suas obras.’ E a probabilidade matemática de 50% de que a vida continua deveria, por si só, ser-nos suficiente para considerarmos as consequências dos nossos atos.
Somos todos irmãos na consciência instintiva de uma suprema paternidade, portanto, obrigados a contribuir para a paz da casa planetária que nos abriga.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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