Depoimento reforça suspeitas


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Fazenda no município de Cristais Paulista, onde morava a família do menino morto pela mãe: vizinhos confirmam as agressões
Fazenda no município de Cristais Paulista, onde morava a família do menino morto pela mãe: vizinhos confirmam as agressões
De acordo com o delegado Djalma Batista, uma das testemunhas ouvidas pode mudar o rumo do caso. Em seu novo depoimento na tarde de ontem, um rapaz que trabalha com o padrasto dos meninos contou que, na manhã da quinta-feira em que Adriano foi espancado, Thiago Rodrigues teria ido trabalhar logo cedo, mas, por volta das 8h30, mesmo horário em que as surras dadas pela mãe dos meninos teriam começado, o padrasto teria ido até a casa onde morava para buscar ferramentas. Só teria voltado ao trabalho cerca de 40 minutos depois.
 
“Ele disse que, se fosse em casa buscar mais um martelo e grampos para a cerca que estávamos construindo, o trabalho seria mais rápido e poderíamos voltar para casa mais cedo. Eu concordei e ele foi”, contou a testemunha. 
 
Para o delegado, Thiago, que até então havia negado estar em casa na hora dos fatos, confirmou que esteve no imóvel na manhã daquela quinta-feira. “Ele disse que não chegou a entrar na casa, que apenas pegou as ferramentas na varanda e voltou ao trabalho. Não temos elementos que o liguem à morte de Adriano, mas iremos investigar.”
 
O garoto de 11 anos também já havia contado à polícia que no dia dos fatos, ao retornar da escola, viu a bolsa que Thiago costumava levar sempre que ia trabalhar na roça. “A bolsa estava dentro da casa, mas não vi ele lá.”
 
 
 

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