DIG prende casal acusado de degolar motoboy no São José


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Durval Francelino do Prado Neto, 28, é acusado de participar do roubo seguido de morte
Durval Francelino do Prado Neto, 28, é acusado de participar do roubo seguido de morte
Estão atrás das grades os acusados do latrocínio do motoboy Pedro Jesus da Silva, 52. Durval Francelino do Prado Neto, 28, e a mulher dele, Priscila Pereira Dias, 25, foram levados pelos policiais da DIG para a cadeia do Jardim Guanabara no começo da noite de ontem. O casal estava com prisão decretada pela Justiça. Eles são acusados de esfaquear e degolar a vítima. Eram moradores de rua e usuários do Centro Pop.
 
Pedro foi encontrado morto no interior do quarto da edícula de fundos que alugava na rua Voluntários da Franca, bairro São José, no início da noite do dia 26 de maio de 2014. Peritos constataram que ele foi esfaqueado duas vezes nas costas e outras quatro na altura do tórax, pouco abaixo do pescoço, e degolado. Os assassinos levaram a moto e a carteira com dinheiro e documentos da vítima. A polícia apurou que o crime ocorreu na madrugada do dia 25 de maio, cerca de 40 horas antes do encontro do cadáver por um amigo do motoboy, que guardava seu veículo no corredor de acesso à casa.
 
Dez dias depois, a equipe de homicídios da DIG esclareceu o caso. Os policiais chegaram até o casal cruzando informações sobre as últimas pessoas que mantiveram contato com a vítima. O nome de Priscila foi citado por testemunhas. A primeira prova contra ela foi localizada na cena do crime: um vestido que usava habitualmente e um papel com inscrições. Os investigadores Paulo Rodrigues e Luciano Tavares, sob a coordenação do delegado Márcio Garcia Murari, também encontraram testemunhas que viram a mulher e o companheiro deixando o imóvel com a moto da vítima.
 
Segundo os policiais, a mulher tinha o hábito de se aproximar de homens que residiam sozinhos. Ela, ainda de acordo com a polícia, ganhava a confiança, mantinha relações sexuais e, quando a vítima dormia, abria a porta da casa para o namorado e furtavam dinheiro e qualquer objeto de valor que houvesse no local. Acredita-se que o motoboy tenha reagido e o casal decidiu matá-lo para levar o dinheiro e a moto.
 
A partir das informações de que o casal morava nas ruas, a DIG procurou o Centro Pop e obteve as fichas cadastrais de ambos. O inquérito policial com as provas contra os acusados foi encaminhado ao Fórum e a Justiça decretou o pedido de prisão. A essa altura, Durval e Priscila já haviam fugido de Franca.
 
Buscas foram feitas na região e até mesmo em Campinas, onde Durval morou. Há poucos dias, os investigadores descobriram que o casal poderia estar em Uberlândia. Antes que fossem localizados, marido e mulher foram detidos por furto na cidade mineira. “A Priscila estava usando o nome da irmã, Jéssica, e deu entrada no presídio com a identidade falsa. Entramos e contato com os agentes da penitenciária e a verdade foi descoberta. Na segunda-feira, vamos interrogá-los para confirmar qual foi a participação de cada um no crime”, disse Paulo Rodrigues.
 

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