A reunião convocada pelo diretório municipal do PSB de Franca para, entre outros assuntos, discutir o futuro do vereador Luiz Vergara dentro do partido foi cancelada ontem, por falta de participantes. Segundo o presidente do partido, Cézar Vilela, nova reunião deve ser marcada para a próxima sexta-feira.
O vereador Vergara esteve no local da reunião. Aparentando tranquilidade e recebendo afagos de alguns correligionários, disse que todas as decisões caberiam ao partido, mas que estava “absolutamente” tranquilo, quando questionado sobre seu futuro político.
A reunião também deveria tratar da repentina mudança de rumo do parlamentar, que passou da oposição ao prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) para líder do governo, o que teria desagradado integrantes do partido e que agora cobram explicações do vereador.
Na sessão da Câmara da última terça-feira (3), Vergara se desentendeu com um eleitor após ser cobrado justamente por ter passado de um lado para outro. Como pano de fundo estavam os vetos do prefeito à Lei de Transparência, defendidos por Vergara, que votou a favor de sua manutenção.
Em determinado momento da sessão, o vereador foi conversar com o marceneiro Hélio Vissoto e deu um tapa no rosto do eleitor. A agressão do vereador, que disse ter sido ofendido por Vissoto, teve repercussão nacional.
Ontem, uma carta assinada em comum por presidentes de cinco partidos cobrava imediata e rigorosa apuração do episódio. No documento, assinado por Marcial Inácio da Silva (PT), João Rocha (PSD), João Paulo Macedo Júnior (PDT), Adilson Jacinto (PCdoB) e Cesar Mamede (PTB) exigem que Legislativo apure a responsabilidade do vereador, que, segundo eles, gerou desgaste à imagem da cidade.
Mamede é presidente do mesmo partido ao qual pertence o vereador Pastor Otávio Pinheiro, presidente da Comissão de Ética da Câmara, que deverá julgar a conduta de Vergara.
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