Os preços do quilo da batata, cebola e tomate dispararam em Franca. Alguns valores chegaram a dobrar. “A batata está R$ 130 a caixa e já foi R$ 60. O preço normal da caixa do tomate é entre R$ 30 e R$ 40. Agora, há uns três dias, tem se mantido em R$ 70”, disse o gerente da Ceagesp de Franca, Giovani Dominici. A saca da cebola quase dobrou de preço, de R$ 30 tem saído por R$ 50. Esses valores se referem ao preço do atacado e são repassados para os consumidores nos mercados e feiras.
Nos varejões, o preço do tomate tem custado em torno de R$ 4,98 e R$ 5,98. E a batata e a cebola ficam em torno de R$ 2,98.
De acordo com Dominici, a justificativa é o alto valor do frete, que encarece o transporte de produtos que vêm de outras regiões. O tomate, por exemplo, é trazido do Estado de Goiás; a cebola, da região de Santa Catarina; e a batata, de Minas Gerais.
A falta de chuvas no final de 2014 e em janeiro deste ano também afetou a produção. A batata foi um dos alimentos que foi prejudicado pelo longo período de seca.
“Agora o clima está favorável, está alternando chuva com sol, o que é bom para o plantio”, disse Giovani Dominici.
Segundo o gerente Ceagesp Franca, a tendência é de queda nos preços para os próximos 15 dias, se o tempo se mantiver como está.
Verduras e legumes produzidos na região, como abobrinha, chuchu e quiabo, têm mantido um preço mais baixo, de acordo com o gerente da Ceagesp.
Porém, a baixa de preço em alguns alimentos aconteceu recentemente. O chuchu estava sendo vendido por R$ 100 a caixa no Ceagesp, semanas atrás. Atualmente está por R$ 60. Nos mercados, o legume chega a R$ 4 o quilo.
Os francanos têm sentido no bolso os aumentos e reclamado muito dos altos preços. “A batata está barata em alguns locais, mas aí a qualidade já não é muito boa. As mais selecionadas saem até por R$ 4,50 o quilo nos varejões. A banana está R$ 4 o quilo e era R$ 1,90. Está tudo pela hora da morte”, disse a dona de casa Silvana Nascimento, 50.
A saída encontrada pela consumidora é trocar por outros produtos que estejam com o preço menor ou eliminar os mais caros da lista de compra.
Os consumidores também se queixam da qualidade. “Eu tenho um sítio com horta, então percebo como o tempo influencia a qualidade. Para as verduras, como alface, rúcula e chicória, a chuva tem atrapalhado”, disse a aposentada Inês Melo Santucci, 69.
Para o feirante Danilo de Lima Santos, 22, apesar da melhora na umidade, o clima ainda tem prejudicado algumas produções. “A vagem estava um absurdo e ainda está cara. Estava saindo R$ 15,90, alguns dias atrás, agora está R$ 13,90 o quilo”, afirmou.
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