O prefeito de Franca, Alexandre Ferreira (PMDB), soltou um imediato “sim” ao ser questionado ontem se manteria o vereador Luiz Vergara (PSB) como seu líder na Câmara Municipal, depois que o parlamentar desferiu um tapa na cara de um cidadão na última sessão da Casa Legislativa, terça-feira. A declaração foi dada durante o sorteio de casas populares para servidores, no Teatro Municipal. Durante a solenidade, o vereador se manteve junto ao prefeito, no palco.
Ao citar a presença das autoridades, Alexandre Ferreira não hesitou ao se referir a Vergara como seu líder, por diversas vezes. Ainda durante o evento, o prefeito deixou o espaço onde acontecia o sorteio e se misturou aos servidores presentes, momento no qual foi abordado pela reportagem do Comércio para se manifestar sobre o caso Vergara.
Alexandre foi veemente ao proferir dois “sins” seguidos quando questionado sobre a continuidade do vereador como seu líder. A respeito da agressão de Vergara contra Vissotto, fez um comentário generalista. “Qualquer tipo de violência, nós somos contra. As pessoas não podem sair denegrindo a imagem das pessoas, elas não podem sair brigando com as pessoas, agredindo fisicamente as pessoas”, disse.
Para fugir de vez do assunto, afirmou que cabe ao Conselho de Ética da Câmara, e não a ele, julgar o caso. “Isso tem que ser averiguado. O Conselho de Ética (da Câmara) vai averiguar. Deve ser apurada também a postura do cidadão (Hélio Vissotto).”
Vissotto, inclusive, esteve no Teatro Municipal ontem para tentar falar com o prefeito, mas foi impedido, por uma comitiva de assessores, de se aproximar de Alexandre enquanto ele concedia entrevista ao Comércio. Coube ao marceneiro expressar sua revolta à distância, atrás da barreira humana formada em volta do chefe do Executivo. “Ouvi o Júnior (Corrêa Neves Júnior) falando na rádio (Difusora) que o prefeito ia manter o Vergara como seu líder e me senti estapeado novamente. Então, fui até o teatro para dar a face para o prefeito bater também”, disse Vissotto.
Câmara
Os vereadores que fazem parte do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, o presidente Pastor Otávio (PTB), o vice Jépy Pereira (PMDB) e o terceiro membro Donizete da Farmácia (PSDB), se reuniram ontem pela primeira vez para tratar do caso Vergara.
Eles assinaram uma citação convocando o vereador a apresentar uma defesa escrita sobre o ocorrido. Vergara tem três dias, a partir da data do recebimento da citação, para se defender.
Vissotto, além de outros presentes na sessão da última terça, também devem ser ouvidos pelo Conselho. O parecer sobre o caso deve ser apresentado em até 30 dias e Vergara pode sofrer sanções que vão de advertência pública à cassação.
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