Um impressor gráfico de 26 anos, morador do Jardim Aeroporto, foi detido pela Polícia Civil de Franca, na madrugada de ontem, acusado de vender atestados médicos falsos. Ele entregava os documentos por R$ 10 para cada dia de afastamento do “doente”. O “consultório” funcionava na casa dele, mas se o paciente quisesse também era feita entrega em domicílio. Neste caso, era preciso pagar uma taxa extra. Usando o esquema, o funcionário de uma empresa de capas para telefone celular conseguiu dez dias para curtir o Carnaval numa boa.
Os policiais do 1º DP chegaram ao gráfico após serem procurados por representantes de um grande supermercado de Franca, que desconfiaram do fato de cinco funcionários terem apresentado atestados de afastamento assinados pelo mesmo médico e para o mesmo dia.
Com base nas informações apuradas, a Justiça concedeu um mandado de busca na residência do acusado, que foi cumprido ontem. “Encontramos o carimbo falsificado que ele usava. Estava em nome de um médico de Piraju (SP). Também apreendemos dois atestados já carimbados, mas em branco, ou seja, preencheria na hora que a pessoa pedisse”, contou o delegado Pedro Luiz Dallaqua.
A polícia já anexou ao inquérito outros seis documentos falsos preenchidos e já usados para enganar empresas da cidade. O delegado acredita que o número de vítimas seja bem maior. “Fica o alerta para quem trabalha no setor de RH: se receber atestados em nome do médico Paulo C. Oliveira, devem procurar o 1º DP porque são falsos.”
O gráfico foi indiciado por falsificação de documento público, mas responderá em liberdade, pois não houve flagrante. Já o empregado que apresentou o atestado para justificar uma falta responderá pelo crime de uso de documento falso. A pena vai de dois a seis anos de reclusão.
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