Vergara poderá ser expulso do PSB


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Luiz Vergara (PSB) agrediu o marceneiro Hélio Pinheiro Vissotto, na última sessão da Câmara
Luiz Vergara (PSB) agrediu o marceneiro Hélio Pinheiro Vissotto, na última sessão da Câmara
O presidente do PSB (Partido Socialista Brasileiro) em Franca, César Vilela, afirmou que o vereador de seu partido Luiz Vergara pode até ser expulso da legenda. A punição seria consequência do tapa que o parlamentar desferiu no rosto de um eleitor, o marceneiro Hélio Pinheiro Vissotto, na última sessão da Câmara de Vereadores, na terça-feira, 3. “Dentre as punições que o vereador pode sofrer, pode haver somente uma repreensão verbal, uma repreensão escrita, pedido de afastamento e até mesmo a expulsão dele do partido, em caso extremo”, disse Vilela.
 
O destino de Vergara dentro do PSB pode ser decidido no fim de semana, quando deve ocorrer uma reunião da Executiva e da Comissão de Ética do partido. A confirmação da reunião acontecerá amanhã, quando o PSB reúne seus coligados em Franca. “Como já estava marcado o encontro de sexta, decidimos esperar para tratar o assunto lá. Vamos decidir sobre vários temas e o caso do Vergara vai ser tratado também. Até por que não tem como deixar um caso desses de lado”, disse Vilela. “Então é bem provável que a gente decida no encontro se reunir no sábado ou domingo - a Executiva e a Comissão de Ética, para ver o que vamos fazer”, completou.
 
O presidente do partido condenou a atitude do vereador. “Quem se dispõe a disputar um cargo político ou tem um cargo político tem que estar preparado para esse tipo de situação e precisa se defender dela. E como você se defende? Saindo fora. Se formos partir para agressão com todos os críticos que têm na atividade política, você vai sair no tapa com todo mundo.”
 
Processos
A Comissão de Ética da Câmara, formada pelo presidente Pastor Otávio (PTB), vice Jépy Pereira (PMDB) e Donizete da Farmácia (PSDB), instaurou um processo para apurar o tapa dado por Vergara no marceneiro. Os três parlamentares irão se reunir hoje, às 15 horas, na Câmara, para assinar a convocação de Luiz Vergara. Ontem, Pastor Otávio não soube afirmar se a ação do vereador configura quebra de decoro parlamentar. “Essa análise vai ser feita posteriormente, depois de ouvirmos o vereador, o agredido e os outros presentes”, disse.
 
O processo foi “provocado” por José Antônio Lomônaco, ex-diretor da Câmara, que deixou o cargo após polêmicas sobre a legalidade de sua ocupação. “O conselho se pronunciaria de qualquer maneira, mas acabou acontecendo dele fazer o pedido”, disse Pastor Otávio.
 
A Polícia Civil também deve investigar o caso. Ainda na terça-feira, Vergara registrou um Boletim de Ocorrência por calúnia e ameaça no 1º Distrito Policial. Hélio Vissotto não havia feito nenhum registro até a tarde de ontem. “A outra parte não registrou nada até agora, mas vamos instaurar um procedimento, pois já existe o BO, fazer um laudo e enviar o caso para a Justiça. Temos 30 dias para isso, mas pode ser prorrogado. Seria importante a outra parte vir fazer o registro, mas ele tem que vir por livre e espontânea vontade”, disse o delegado Luiz Carlos da Silva.
 
Hélio Vissotto afirmou ontem que pretende procurar a polícia, além da Justiça, mas ainda não tinha tomado nenhuma atitude, pois ainda estaria “digerindo” o ocorrido. Ele disse que irá se manifestar somente pelas redes sociais. “Não, não vou ficar quieto. Não posso acreditar que não exista Justiça neste país. E neste campo, eu vou até o fim contra o vereador Vergara e, se tiverem culpa também, quaisquer dos ‘nobres pares’ dele”, publicou Hélio, em seu perfil no Facebook.
 
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Franca também divulgou ontem nota dizendo que “qualquer ato de violência física é injustificado, mesmo que as palavras do cidadão tenham sido desrespeitosas” e que “espera que tanto a Presidência quanto o Conselho de Ética da Casa de Leis tomem as providências legais e regimentais cabíveis, assegurando um procedimento administrativo justo”.
 
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