Luiz Vergara foi considerado um dos mais influentes integrantes do PT em Franca. Foi vereador de 1997 a 2000 e secretário de Saúde no governo Gilmar Dominici. Ele deixou o partido em 2005 e tentou voltar à Câmara três anos depois pelo PPS. Não conseguiu se eleger. Nas eleições de 2012, obteve 2.051 e voltou a ser vereador pelo PSB. O começo do mandato foi promissor. No primeiro ano, presidiu a CEI do Ônibus e acusou o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) de abrir mãos de multas impostas à São José por descumprimento de contrato. Defendeu a criação de uma comissão processante, que poderia culminar com a cassação do prefeito. Também lutou pela abertura de investigação para apurar as mortes e a situação precária na Saúde. Os bons exemplos não ficaram apenas no discurso. Em julho do ano passado, ao contrário dos outros cinco vereadores, foi o único que se afastou para tentar ser deputado. Sabatinado pelo GCN, afirmou que a Câmara estava “dominada” pelo Executivo. “És governo, estamos juntos. Temos que acabar com isso e buscar independência.” Chamou Alexandre Ferreira de “ditador”. Também criticou seu companheiro de partido Marco Aurélio Ubiali, por ter lançado um livro sobre marketing político. “Eu acho que política tem que ser responsável. Eu não tenho dúvida de que não dá para brincar.” Deixou a impressão de um novo político, com futuro promissor. De uma hora para outra, o sindicalista Luiz Vergara mudou de lado e decidiu se aliar ao “ditador” Alexandre. O simples fato de admitir que havia recebido o convite para ser o líder do governo provocou fortes reações adversas. As críticas não foram suficientes para alertá-lo de que estava colocando seu futuro político em jogo. Decidiu confirmar o casamento com o prefeito que há pouco tempo queria cassar. Minutos depois de se transformar no porta-voz, no defensor de Alexandre Ferreira na Câmara, deu um tapa na cara de um eleitor e acertou a todos os cidadãos. Jogou a carreira política no lixo e precisará fazer mágica para voltar a se eleger para algum cargo. Quem apanha não se esquece.
Calabresa ou mussarela?: Torço para queimar a minha língua. Mas, sinto um forte cheiro de pizza no ar. Mais fácil a Francana ser a campeã da Série A-3 este ano do que a Comissão de Ética da Câmara aplicar uma punição rigorosa a Luiz Vergara. Vereadores têm por “ética” não prejudicar os companheiros, afinal de contas, o telhado é de vidro. A absolvição de Laercinho (PP), no ano passado, é um exemplo claro. Um dos três integrantes da Comissão é Donizete da Farmácia (PSDB) que, no ano passado, mandou o mesmo Hélio Vissotto tomar no c... durante uma sessão. Prometeu pegá-lo “lá fora” e chamou amigos para ajudá-lo. Completam o conselho Jépy Pereira (PSDB) e Pastor Otávio (PTB). Mais fácil torcer para a Francana.
Eleição adiada: O diretório municipal do PSDB iria se reunir, domingo, para escolher seu novo presidente. Mas, o calendário para a realização das convenções foi alterado em todo o Estado em atendimento a uma norma do comando nacional dos tucanos. As votações devem acontecer de maneira unificada em maio.
Improbidade: O vereador Márcio do Flórida (PT) apresentou requerimento solicitando ao Departamento Jurídico da Câmara que ingresse com ação de improbidade administrativa contra a secretária de Saúde, Rosane Moscardini, por ter descumprido convocação aprovada pelo plenário para dar explicações na última sessão.
‘Isso é uma vergonha!’: “Isso não foi um tapa, foi um coice”. Jornalista Boris Casoy, apresentador do Jornal da Noite, da TV Bandeirantes.
Edson Arantes
jornalista - edson@comerciodafranca.com.br
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