Neste 5 de março está completando três meses que policiais civis de Franca e promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), deflagraram a operação Lavoura Limpa e prenderam 22 pessoas acusadas de integrarem uma quadrilha especializada em falsificar agrotóxicos. Três meses depois, todos os acusados seguem atrás das grades.
Eles vão ganhar um companheiro. A polícia e o Ministério Público confirmaram, ontem, a prisão de um dos sete envolvidos que estavam foragidos. O Gaeco afirmou que trata-se de um dos líderes da quadrilha, o mais importante entre os que estão foragidos.
O delegado Leopoldo Novais informou que o acusado foi preso em flagrante no estado de Goiás pelo crime de receptação, por estar com um carro furtado ou roubado. Ao puxarem sua ficha, os policiais constataram que ele tinha um mandado de prisão contra si, expedido pela Justiça de Franca, e que era procurado.
A equipe do 3º Distrito Policial vai trazer o acusado para Franca nos próximos dias. Após prestar depoimento, será levado para o CDP, onde estão os 20 homens presos no dia 5 de dezembro. As duas mulheres estão na cadeia do Jardim Guanabara. “O TJ já indeferiu mais de dez pedidos de liminares de Habeas Corpus feitos pelas defesas dos acusados. As provas que conseguimos juntar demonstram bem a participação de cada um e a magnitude da organização criminosa, tanto é que o Tribunal de Justiça vem mantendo todos presos”, disse o promotor Paulo Radunz.
O processo está no Fórum e aguarda a defesa por parte dos réus. Todos já foram citados. “Em seguida, o juiz marcará a audiência e vai começar a instrução. As testemunhas serão ouvidas e os réus interrogados. É difícil falar em prazos, mas acredito que a sentença saia este ano”, completou o promotor.
O homem preso ontem não teve o nome divulgado. O Comércio apurou que seu primeiro nome é Nilton e ele seria conhecido pelo apelido de “Goiaba”.
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