Nos livros, desenhos, teatro e filmes, castelos e palácios atraem crianças, jovens e adultos. Muitos dos que são descritos ou vistos nas histórias infantis nunca existiram de fato, mas foram inspirados em construções reais, que estão preservadas. Elas foram residências de reis e nobres, mas hoje em dia funcionam como museus e estão portanto abertos para visitas. Vamos conhecer alguns palácios e castelos que podem ser vistos por fora e por dentro.
O Palácio de Buckingham (bukinrrãm)
Em Londres, é um dos poucos onde ainda mora uma família real verdadeira. Nele vive a rainha Elizabeth II. Na entrada deste belo palácio, fica a cavalaria real, com soldados de uniforme vermelho e chapéu preto. Entre junho e outubro, 19 salas ficam abertas para visitas. Neste período, a rainha entra em férias e vai para a Escócia, onde se hospeda em outro palácio antigo, o Bamoral.
Bamoral
Está localizado perto de uma cidade escocesa chamada Crathie. Pertence à família britânica desde 1852. Como era muito pequeno para os padrões da época, foi ampliado e ficou totalmente pronto, como o vemos hoje, em 1856. Ele é cercado por enorme gramado e grande área verde apropriada à caça.
Palácio de Edimburgo
Antiga fortaleza que domina a cidade de mesmo nome. Nele viveu uma rainha célebre, Maria Stuart, e sua construção remonta ao século IX. Entre suas atrações encontram-se joias como coroa, cetro e espada consideradas das mais antigas da Europa. Anualmente, recebe a visita de mais de um milhão de turistas.
Neuschwanstein (pronuncia-se Nóichuanstain)
Foi construído na Alemanha, entre 1869 e 1892. Cercado pelos Alpes, cadeia de montanhas geladas, ele é tão bonito que inspirou Walt Disney na criação do Castelo da Cinderela, no parque da Disneyword. Foi construído por um rei chamado Ludwig II e nas suas paredes internas há valiosas pinturas. Lá de cima a vista é belíssima.
Chenonceau (pronuncia-se Chenonçô)
Na França, é do século XI. Ficou conhecido como Castelo das Sete Damas, porque sete mulheres poderosas, incluindo duas rainhas, ajudaram na sua construção e decoração. Os quartos estão cheios de detalhes e têm quartos com camas cobertas por tecidos e cortinas muito finas usadas para proteger dos mosquitos. Dois jardins magníficos completam a cena.
O Matsumoto
É um castelo japonês. Sua construção foi demorada e ele só foi concluído em 1593. Seu outro nome é Castelo dos Corvos, devido ás paredes de cor escura como se pode ver na foto. É quase todo em madeira e fica numa planície, destacando-se ao olhar de quem o vê de longe. Ele tem uma sala que foi desenhada especialmente para que os moradores observassem a lua.
A Dinamarca tem o belo Egeskov (Eguescóv)
Que ficou pronto em 1554, ou seja, 54 anos depois da descoberta do Brasil. Como foi erguido numa ilha no meio de um lago, os antigos moradores só tinham acesso ao seu interior por meio de uma ponte levadiça. Daquele tipo de ponte que vemos com frequência em filmes de aventuras com cavaleiros usando armaduras. Construído para ser uma fortaleza, é formado por duas casas, unidas por parede bem grossa.
Como era a vida nos castelos?
Diferentemente dos lares de hoje, o espaço do castelo era compartilhado por muitos parentes, criados e dependentes da família. Podiam viver juntas em um castelo até 200 pessoas. A privacidade a que estamos acostumados não era possível. Além disso, as condições de higiene eram extremamente precárias. Só para se ter uma ideia, o Palácio de Versalhes, que fica na França e é imenso, não tinha banheiros. A maioria das pessoas fazia suas necessidades ao ar livre. Os reis e príncipes contavam com vasos especiais. Banho diário não existia.
Cada habitante do castelo tinha sua função e papel estabelecidos de forma rígida. Eles deviam obedecer ao que era determinado pelo senhor que ditava as leis. As mães não cuidavam dos filhos como hoje. Mal eles nasciam, eram encaminhados às chamadas amas-de-leite, mulheres contratadas para amamentar os bebês. Os pais ficavam mais tempo fora do castelo, caçando ou guerreando, e não se davam conta do desenvolvimento dos filhos. O mundo ainda estava bastante atrasado no que diz respeito aos afetos familiares.
As crianças deste grupo social chamado aristocracia, depois de desmamadas, eram cuidadas por criados ou enviadas a casas de outros integrantes da nobreza para serem educadas. Os primeiros vínculos afetivos das crianças eram normalmente estabelecidos com outras pessoas e não com suas mães e pais.
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