O marceneiro agredido pelo vereador Luiz Vergara (PSB), Hélio Pinheiro Vissotto, não quis gravar entrevista e se recusou a dizer quais providências tomaria. Vergara foi à polícia e registrou um boletim de ocorrência por difamação e ameaça contra o homem que ele agrediu. O vereador também apresentou sua versão aos jornalistas. Confira os principais pontos da entrevista que concedeu ao Comércio e às emissoras de TV.
O que o senhor tem a dizer sobre a agressão que cometeu?
A agressão vem por parte dele há mais de uma semana. Ele já provocou vários vereadores há muito tempo. Nos últimos dias, passou a me questionar sobre o quanto recebi para ser líder do prefeito. A única coisa que não sou é ladrão e corrupto.
Quando o senhor diz que foi agredido se refere às postagens que ele fez nas redes sociais?
Sim. Ele fez acusações no Facebook e, hoje (ontem), me chamou lá no vidro (do plenário) e voltou a perguntar o quanto eu recebi.
O senhor se sentiu ofendido com a pergunta?
Sim, pois não recebo. Sou homem público e tenho meu mandato.
A pergunta justifica a agressão?
Ele está aqui há dois anos atormentando e criticando. Isso, eu aceito. Vamos debater os projetos? Aí, estou dentro. Agora, agressão pessoal é inadmissível.
Considera correto um vereador agredir um cidadão?
Este cara é cidadão? Para mim, ele não é cidadão. É uma pessoa que não tem o que fazer. Ele precisa arrumar emprego, coisa deste tipo. A única desculpa que quero pedir é a meus eleitores, à população e a meus colegas vereadores. Agora, a uma pessoa que já provocou brigas com mais de seis vereadores, não. Ele me chamou de corrupto e disse que eu era vendável. Chega um momento que não dá para ficar assistindo... Não tenho sangue de barata.
Por que dar um tapa na cara do eleitor?
É o que ele merece, foi o que ele merece. Não dá para aceitar ser chamado de ladrão.
Está arrependido?
Não. Faz anos que ele vem provocando todos os vereadores e chegou o momento de dar um basta.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.