Moradores pedem infraestrutura em bairro de chácaras


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Moradores em uma das ruas sem asfalto e sem luz do Parque dos Ipês, onde vivem 80 famílias
Moradores em uma das ruas sem asfalto e sem luz do Parque dos Ipês, onde vivem 80 famílias
As ruas com nomes, a existência de CEP (Código de Endereçamento Postal) e até mesmo a presença no mapa de Franca dá ao Parque dos Ipês, na região do Paiolzinho, status de bairro. Mas quando o assunto é a falta de infraestrutura do local, esses fatores parecem se tornar insignificantes. São várias as reivindicações dos moradores e nenhum retorno dos órgãos competentes. Entre os principais pedidos estão a instalação de iluminação pública, a realização da coleta de lixo e a implantação de uma linha de ônibus circular.
 
Com mais de 30 anos de existência, o condomínio de chácaras tem 124 lotes, 80 famílias residentes e está esquecido pela administração municipal. No lugar não há asfalto, faltam galerias e também não existe iluminação pública. A energia elétrica das casas só passou a ser de responsabilidade da CPFL nos últimos três anos.
 
“Sempre lutamos por melhorias, mas não temos retorno. Pagamos IPTU desde 1983, mas não recebemos investimentos”, disse o bombeiro aposentado Itamar Siqueira Pereira. Segundo ele, a iluminação pública, o ônibus urbano e a remoção do lixo são necessidades urgentes do condomínio. “Os moradores daqui são da classe trabalhadora, precisam do transporte público. Ele já chega no condomínio vizinho e poderia ser estendido até aqui. Queremos só três horários no dia”.
 
Morador do Parque dos Ipês há mais de 20 anos, o feirante Cledinaldo dos Santos reclama da insegurança. De acordo com ele, muitos amigos e parentes deixam de ir até sua casa durante a noite com medo da escuridão do lugar. “É um breu total, a falta de iluminação da rua é um problema. Como a Prefeitura considera aqui como perímetro urbano, precisava tirar a gente do escuro”.
 
As nove ruas existentes no condomínio têm postes de energia, mas em nenhum há braço de luz. Ao circular pelas ruas de terra, fica evidente o problema na manutenção das vias. Em muitas, a erosão abriu diversos buracos que dificultam até para quem circula a pé. “A gente precisa andar com cuidado. A rua é sempre assim: se chove enche de buraco, se fica seco aumenta a poeira”, disse a sapateira aposentada Maria Júlia Botelho, que depende de carona para ir até a cidade. “Ando tudo isso aqui a pé e vou até lá no Mirante (condomínio vizinho), por que o ônibus não passa aqui”, reclamou.
 
Questionada, a Prefeitura de Franca informou, via assessoria de imprensa, que existe uma série de pendências no Parque dos Ipês de responsabilidade do loteador, mas que o município tem procurado equacionar. “O caso foi repassado para a Ouvidoria que acompanha as demandas dos moradores e vai levantar o que pode ser melhorado com prioridade”. Sobre o lixo, a Prefeitura comunicou que ele é coletado em caçambas.
 

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