A Polícia Civil de Franca ainda não tem pista da identidade do homem que matou duas pessoas durante um show de forró, sábado de madrugada, no Jardim Aviação. Frank José Hartman, 31, e Rafael Vituriano, 28, ambos moradores do Jardim Aeroporto 3, foram baleados e morreram na hora. O motivo do duplo assassinato também é um mistério. Atingida por uma bala perdida, Diane Santiago de Pádua, 23, permanece internada.
O crime aconteceu pouco antes das duas horas da madrugada na rua Jerônimo Carmo Silva, em frente a um bar. O forró estava concorrido e havia mesas colocadas na calçada de uma praça que fica do outro lado da rua. De repente, um homem armado se aproximou da mesa onde estavam Frank e Rafael e atirou na nuca de Frank, que tombou morto. Rafael ainda teria tentado correr pela calçada, onde foi atingido por vários disparos.
O assassino teria fugido com a ajuda de um comparsa. Diane levou um tiro no tórax, precisou ser socorrida e permanece internada. A Santa Casa informou, na tarde de ontem, que a paciente passou pelo procedimento de drenagem e que seu estado de saúde era estável. Ela foi ouvida informalmente no hospital, ainda na madrugada de sábado, e disse não conhecer os dois mortos. Alegou ter sido atingida porque estaria na linha de tiro do autor dos disparos. Agora, fora de perigo, deverá dar novo depoimento, que a polícia espera ser mais esclarecedor.
O caso é investigado pela equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Os policiais estão traçando um perfil das vítimas para apurar se tinham envolvimento com o crime ou se vinham recebendo ameaças. “Apenas o Frank tinha um pequeno delito, teve uma passagem por porte de entorpecente em 2002. O Rafael não registrava antecedente criminal, o mesmo acontecendo com a moça que foi baleada”, disse o delegado Márcio Garcia Murari.
Os investigadores estão ouvindo familiares das vítimas e frequentadores do bar para tentar levantar informações que possam levar à identificação do assassino. Em princípio, tudo indica que o autor não saiu atirando a esmo e que chegou ao local sabendo quem iria matar.
“Muitas pessoas que estavam no bar não passam, no primeiro momento, informações por medo. Com o decorrer do tempo, as testemunhas ajudam, sim, a polícia. Acredito que teremos a colaboração para esclarecer o crime, prender o autor e evitar que novos atentados possam ocorrer”, completou o policial. Denúncias podem ser feitas pelo 197.
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