Francano exporta música para o mundo


| Tempo de leitura: 4 min
O violonista Luís Carlos Santos tem suas composições publicadas em mais de 100 países e transpôs para a pauta toda a obra de Paulinho Nogueira
O violonista Luís Carlos Santos tem suas composições publicadas em mais de 100 países e transpôs para a pauta toda a obra de Paulinho Nogueira
Um francano que decidiu viver de música, hoje exporta seu trabalho para o mundo inteiro. Luís Carlos Santos, 58, é instrumentista, cantor, compositor e arranjador.
 
‘Desde 1975 eu sobrevivo por meio da música. Eu sou a pessoa mais feliz do mundo, eu faço aquilo de que gosto. Eu amo a música e vivo muito bem com meu trabalho’, conta Luís.
 
Dos sete aos 17 anos, ele morava em um sítio quando veio para a cidade e se matriculou em um conservatório musical chamado Santa Cecília. ‘Um dia entreguei a enxada para meu pai e resolvi me dedicar à música’, disse.
 
Posteriormente esse conservatório passou a ser chamado Ars Nova. Ele se formou nesta escola em 1978, em um curso profissionalizante de violão. A diretora do conservatório era a professora Lúcia Garcetti, uma grande pianista até hoje.
 
‘Eu vivia em Franca, mas um ano antes de me formar estudei em São Paulo com Henrique Pinto, que é considerado um dos maiores mestre da América Latina em violão clássico’, pontuou o compositor.
 
O local onde ele começou sua carreira musical se transformou em sua própria escola. Em 1982, ele abriu o Centro Violonístico Villa Lobos. 
 
Na época o local era na rua Campos Sales. Hoje se localiza na Presidente Kennedy, onde dá aula para cerca de 100 alunos. Além de violão, o Centro oferece viola com o professor Vado Matos e piano com Margarida Pucci.
 
‘Estou levando o nome de Franca para o mundo todo. Até o Japão vende meu trabalho. Hoje eu tenho cerca de 400 músicas. A maioria que está à venda é instrumental’.
 
Um de seus trabalhos concluídos é um Songbook de peças brasileiras para violão, produzido em 2012. O material é composto por um livro e um CD. No produto estão reunidas 10 partituras com composições que homenageiam amigos e familiares.
 
Luís já havia feito um livro de partituras em 1984, com o trabalho do compositor e cantor Paulinho Nogueira.
 
‘Conheci Paulinho Nogueira, que deu aulas para Toquinho e foi meu grande professor. Escrevi todas as obras dele e lancei com um disco de vinil’, conta.
 
O lançamento aconteceu em 1986 no Brasil e em 1999 nos Estados Unidos.
 
‘Eu transpus o som para a pauta, que é uma linguagem universal. As músicas do Paulinho Nogueira não estavam na forma de partitura. Todos os sons podem ser passados para uma pauta, até um assovio’, explica Luís Carlos.
 
Apesar de trabalhar como violonista, seu primeiro instrumento foi um acordeon.’ Quando eu tinha 14 anos eu me apaixonei pela música ouvindo Luiz Gonzaga. Comecei com as primeiras notinhas de Asa Branca com o acordeon. Meu pai foi um grande acordeonista e violeiro, mas não seguiu carreira, ficou trabalhando na roça’, disse.
 
Em casa, Luís Carlos ouvia no rádio modas de viola de duplas como Tonico e Tinoco e Tibagi e Miltinho. Depois conheceu a Jovem Guarda, a Bossa Nova e as grandes orquestras. ‘Eu tinha que estudar todos os tipos de música para ampliar meu leque de conhecimento’.
 
O músico também já trabalhou como professor em duas universidades em São Paulo. Atuou na Faculdade de Arte Paulista e na Mozarteum. Também já estudou em outros países com grandes mestres. Em Montevidéu foi aluno do violonista Abel Carlevaro, reconhecido internacionalmente.
 
Turnês e projetos
Luís Carlos realiza concertos, seminários e shows de música popular brasileira em várias cidades do Brasil. São cerca de 150 apresentações por ano.
 
O músico também tem um grupo de música popular brasileira, chamado Feito à Mão, em que canta e toca. Participam dele Giacomo Battistine Neto e Vado Matos. A banda gravou um CD em 2000, com músicas próprias e de outros artistas.
 
Sua apresentação mais recente foi no Hotel Estância Atibainha (SP), onde permaneceu 39 dias.
 
Ele costuma se apresentar em teatros, bibliotecas e casas de shows. Em Franca já tocou com Paulinho Nogueira, Inezita Barroso e Renato Teixeira, no teatro municipal e no Clube Castelinho. Faz oito anos que ele não toca na cidade, mas pretende mostrar seu talento em sua terra natal ainda este ano.
 
Já para 2016, o artista deve visitar países da América Latina como Argentina, Uruguai e Peru.
 
Atualmente Luís Carlos está trabalhando na edição de um segundo Songbook com peças para concerto e um livro de iniciação ao violão. 
 
Também está desenvolvendo um disco infantil.
 
Quem se interessar em adquirir seus trabalhos pode entrar em contato pelos telefones (16) 3432-0433 e (16) 99103-8229.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários