Na tarde deste domingo, 01, o delegado Djalma Donizete Batista concedeu uma coletiva de imprensa para esclarecer detalhes sobre a prisão de Jane Aparecida Jardim, acusada de agredir e matar o filho Adriano Henrique Jardim Ramos, de 5 anos, na última quinta feira, 27. Após ser socorrido, encaminhado à Santa Casa de Franca e diagnosticado com traumatismo craniano, Adriano não resistiu e teve sua morte cerebral constatada na sexta-feira, 28. Com a morte da criança, Jane passará a responder por homicídio doloso (quando há intenção de matar), qualificado por motivo fútil.
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O dolo existe, segundo o delegado, por conta de lesões mais antigas encontradas no corpo de Adriano. Com o histórico de violência contra o garoto aliado à gravidade da agressão que o levou à morte, não resta dúvidas de que a agressora sabia do risco ao qual estava expondo seu filho. O motivo fútil foi definido pela justificativa da agressora, que alega ter surrado a criança por ela ter defecado na cama e em suas roupas. Com esse enquadramento, Jane será levada ao Tribunal do Júri e julgada pela sociedade.
A perícia, no entanto, não encontrou vestígios na casa que indicam a existência da sujeira em questão, mas a demora por socorro pode ter dado tempo suficiente para Jane limpar o ambiente. Sangue, por outro lado, ao ser feito uma busca usando luminol, substância química que ajuda a encontrar resquícios de sangue invisíveis a olho nu, na parede e na cama onde a acusada alega que Adriano bateu com a cabeça.
Visitas do Conselho Tutelar aconteceram há pouco tempo, também contou o delegado, para averiguar outra agressão sofrida por Adriano. Durante a avaliação dos conselheiros, nenhuma prova concreta de maus tratos foi descoberta contra a criança e a família permaneceu sem nenhuma intervenção das autoridades. Não se descarta, porém, a possibilidade dos outros dois garotos, de 11 e 2 anos, terem sido agredidos em outras ocasiões.
O objetivo do delegado agora é fazer uso de todos os meios de investigação para chegar à verdade dos fatos. "Temos 10 dias durante esse inquérito para que não paire nenhuma dúvida, haja vista que, como policiais, não podemos descartar nenhuma hipótese. Esgotaremos todos os tipos de investigações para que a Polícia Civil faça, ao término dessa investigação, justiça para com essa pessoa", afirmou.
Foto: Divaldo Moreira/Comércio da Franca
O delegado Djalma Batista durante coletiva de imprensa no domingo
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