Embora a tecnologia seja uma grande aliada da indústria de calçados em Franca, o que se vê, no entanto, é que a cultura do improviso ainda é muito presente. A afirmação é do coordenador da pesquisa realizada pela Unesp.
Para Elias Vieira, processos simples persistem nas fábricas pelo fato de que muitos donos eram empregados e a maneira errada como trabalharam no passado se mantém arraigada no presente.
Falar que todo o setor calçadista em Franca é ambientalmente insustentável seria uma irresponsabilidade, afirmou Vieira, já que algumas iniciativas notáveis podem ser encontradas.
Para além desses problemas, o que os pesquisadores notam é que falta governança para o setor, explicando que não há interatividade entre as instituições e entidades representativas da indústria.
“Sozinho, o fabricante não consegue mudar nada. Precisaria que os sindicatos se envolvessem, instituições de ensino e universidades se aproximassem para mudar essa realidade”, disse Vieira. “A julgar pelo jeito em que as coisas caminham, eu temo pelo futuro da indústria calçadista de Franca em médio e longo prazos.”
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