Emocionado, marido diz estar indignado com agressão a enteado


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Thiago Rodrigues, 31, padrasto de Adriano, com seu filho de 2 anos: ele demonstrou tristeza com o caso e indignação com sua mulher
Thiago Rodrigues, 31, padrasto de Adriano, com seu filho de 2 anos: ele demonstrou tristeza com o caso e indignação com sua mulher
A casa em que Adriano Henrique morava e onde foi agredido pela mãe, Jane Aparecida Jardim, é simples, com telhado à mostra e sem forro. Compõe uma colônia da fazenda São José, em Cristais Paulista, onde moravam com o outro filho dela, de 11 anos, o marido Thiago Rodrigues, 31, e um menino de 2 anos, filho do casal.

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Na sexta-feira, o menino mais velho, que não estava em casa no momento da agressão, saiu para ir à escola e, como não voltou no horário habitual, Thiago, que já havia chegado do trabalho na roça, resolveu ligar para o Conselho Tutelar de Cristais Paulista, quando fora informado de que o pai biológico do menino tinha vindo de Campinas para buscá-lo. Eles sequer se despediram.
 
“Queria ter me despedido, assim como queria ir ver o Adriano, mas a polícia disse que era melhor eu ficar em casa”, disse Thiago.
 
Admitido há três meses como funcionário da fazenda São José, propriedade de um empresário de Franca, Thiago Rodrigues disse que não sabe como ficará sua situação no emprego após o que ocorreu e afirmou desconhecer as motivações de Jane para tanta violência.
 
À reportagem do Comércio da Franca, disse que a mulher, com quem vivia há cinco anos, já tinha batido nas crianças antes, mas que eram tapas normais, que nem poderiam ser considerados como agressão.
 
Agora, com o filho mais novo no colo, disse que não tem mais condição de aceitar Jane, mesmo na hipotética possibilidade de ela voltar a procurá-lo. Ao falar da mulher, disse que só consegue pensar no que ela poderia ter feito com a criança mais nova.
 
O bebê de dois anos, ainda mamava no peito e agora será a primeira vez que terá contato com uma mamadeira. Segundo Thiago, a criança não dormiu nas duas últimas noites após Jane ser presa e vive pedindo pela mãe.
 
A seguir, trechos da entrevista feita com Thiago Rodrigues em sua casa, nesse sábado:
 
O senhor tinha verificado algum traço de violência ou agressividade na sua mulher anteriormente?
Estamos juntos há cinco anos e nunca teve problema algum. Ela chegou a bater nas crianças, mas nunca com violência. Foi a primeira vez.
 
O senhor conseguiria explicar os motivos que levaram à agressão?
Eu não sei. Faz dois dias que eu não durmo pensando em tudo o que está acontecendo. Eu não consigo entender.
 
Como era o seu relacionamento com os dois filhos dela?
Era normal. Tudo o que eu comprava para um, comprava para todos. Depois que vim para a fazenda, minha convivência com as crianças diminuiu um pouco, porque saio muito cedo para trabalhar e volto no final da tarde.
 
Como era o Adriano?
Era um menino bonzinho. Era meio magrinho porque não comia muito, mas obediente.
 
O senhor sente não ter conseguido se despedir dele ou do irmão mais velho?
Eu queria ter ido à Santa Casa, mas me orientaram a ficar aqui. Queria me despedir. O mais velho também... Deixou tudo para trás e foi embora.
 
O senhor pretende entrar com pedido de guarda do filho de vocês?
Na delegacia falaram que não era preciso. Agora preciso cuidar do mais novo.
 
O senhor teme alguma complicação com a polícia?
Eu não temo, porque não estava aqui, estava na roça. Estou com minha consciência tranquila, apesar desse sofrimento.

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