Família de piloto francano acidentado pede ajuda para tratamento


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Ricardo Andrade e sua sogra Osima dos Reis, que ajuda nos cuidados desde o acidente dele
Ricardo Andrade e sua sogra Osima dos Reis, que ajuda nos cuidados desde o acidente dele
O francano Ricardo Andrade de Silva era mecânico de moto e integrante do grupo “Roda Livre” e se apresentava fazendo manobras radicais de moto aos finais de semana. Mas desde o fim do ano passado, ele enfrenta um pesadelo. No dia 4 de dezembro, Ricardo, mais conhecido como Stopa, sofreu um grave acidente na rodovia Assis Chateubriand, em Barretos. Ele dirigia um Corolla quando perdeu o controle, rodou na pista e bateu em um caminhão. Na tentativa de evitar a colisão com Ricardo, o motorista do outro veículo desviou para o acostamento, mas a manobra não deu certo e os dois acabaram batendo de frente.
 
Ricardo se feriu com gravidade. Ficou um mês em coma e dois meses internado na UTI. Hoje, aos 31 anos de idade, não movimenta as pernas, se alimenta somente com líquidos, usa fraldas e teve comprometimento na fala. “Ele não consegue falar, ele só chama meu nome, mas baixinho. Os amigos dele não conseguem entender o que ele fala, sempre me chamam para traduzir, somente eu entendo”, disse sua mulher Marcela Cristina dos Reis, 31, com quem tem três filhos.
 
Mudanças
Marcela trabalhava em uma banca de pesponto em sua casa, mas precisou deixar o serviço para dar assistência ao marido. Com ajuda de sua mãe e irmã, cuida de Ricardo em tempo integral. Ele fica em uma cama hospitalar em sua casa. A família tem passado necessidades financeiras e busca ajuda. Uma campanha no Facebook arrecada alimentos, cestas básicas, medicamentos e dinheiro.
 
“Quando Ricardo acordou do coma, a primeira palavra que ele tentou falar foi ‘Marcela’, fiquei muito emocionada”, disse. 
 
A luta de Ricardo, Marcela e a família é pela recuperação dele. “Agora quero fazer o possível para ajudar ele a voltar à ativa de novo, acredito muito que ele possa melhorar. Os médicos não têm previsão de melhoras, falaram que agora é por ele e por Deus, mas deposito minha fé todos os dias em minhas orações.”
 
A paixão pelas motos começou ainda na adolescência, quando tinha 14 anos, e trabalhava em uma oficina de motocicletas. No Grupo Roda Livre, segundo sua mulher, ele participa desde os 19. “Ele trabalhava durante a semana e sempre aos finais de semana ele saía para fazer as apresentações de manobras radicais com moto”.
 
Contatos
As pessoas que quiserem ajudar podem fazer doações através de depósitos bancários na agência 2142-3 (Bradesco) conta 050033-7, no nome de Marcela Cristina dos Reis. Os telefones para contato são 9 931-53126, 99127-6445 e 99164-6432.

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