O setor de investigação do 3º DP afirma ter ficado evidente que o policial militar era uma peça-chave na organização criminosa. A presença dele no esquema garantia ao chefe ter acesso a informações sigilosas que deveriam ser exclusivas das polícias Militar e Civil. Avisar com antecedência sobre operações era uma de suas atribuições.
Ele também realizava vendas constantes dos produtos ilegais e chegava a aplicar as substâncias em clientes. “O policial exercia um fundamental papel na organização, pois se utilizava de seu ofício para manter o chefe informado de eventual abordagem policial militar, fornecendo-lhe, inclusive, pesquisas de placas pelo Sistema Prodesp, quebrando o sigilo profissional a ser mantido por um servidor público. Também ministrava e injetava substâncias em seus clientes de forma totalmente incondizente com a saúde pública”, afirmou o delegado Leopoldo Novaes.
Por meio de uma nota enviada à Redação, a Polícia Militar confirmou que o mandado de prisão foi expedido pelo juiz Fábio Marques Dias e que o cumprimento se deu por volta das seis horas. Ao final do registro da ocorrência no 3º DP, o policial seria recolhido ao Presídio Militar “Romão Gomes”, em São Paulo.
“No âmbito da Polícia Militar, será instaurado o devido processo administrativo. A Polícia Militar reafirma o compromisso de bem servir a comunidade, assegurando a aplicação da lei e não coadunando com práticas de atos ilícitos de qualquer natureza, primando sempre pela correção de atitudes de todos os seus integrantes”, diz o texto.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.