Mudanças no Brasil?


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‘De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”. Essa frase, escrita há mais de um século, parece recente e amoldar-se à situação vivenciada hoje. Foi dita por Ruy Barbosa, famoso  jurista, político, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador. No próximo dia 1º de março completa 92 anos que morreu. É um dos intelectuais mais brilhantes do seu tempo, tendo sido um dos organizadores da República e coautor da Primeira Constituição da República.
 
De lá para cá, muita coisa mudou!? Todas as modificações foram seguidas de algum tipo de revolução, uma alteração drástica (como a transformação da Monarquia em República, Democracia em Ditadura e Ditadura em Democracia, etc). Hoje se vê nos noticiários, políticos (que deveriam representar os anseios do povo) envolvidos em corrupção, o desmoronamento aos poucos da família (base da sociedade) e inversão de valores através de leis criadas por esses mesmos políticos que são distorcidas, entre outras coisas mais.
 
Exemplo claro foi a retirada de direitos dos trabalhadores propiciada recentemente. Direitos trabalhistas e previdenciários conquistados a duras penas, por décadas foram suprimidos, tais como a redução dos valores das novas pensões por morte, dificuldades na obtenção de auxílio-doença, etc.
 
Tudo para economizar gastos do governo e aumentar a arrecadação, já que os governantes dizem que o dinheiro é sempre insuficiente. Tal sofisma cai por terra, quando se observa a quantidade de dinheiro desviado pelo poder público e de instituições que têm a gestão por parte do governo, como no caso da Petrobrás, por exemplo. Certamente, se não tivesse tanto desvio, a educação, a saúde, a segurança e todos os direitos sociais seriam realmente valorizados.
 
Em outras palavras, o cidadão de bem e honesto está pagando a conta disso tudo. É preciso uma nova revolução para que o Brasil mude de novo.
 
Tiago Faggioni Bachur
Colaborou Fabrício Barcelos Vieira, especialistas em Direito Previdenciário
 

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