Há cerca de um ano, três tardes por semana são marcadas pela música sertaneja de raiz no abrigo para idosos Lar de Ofélia. As melodias são cantadas por um grupo de cerca de 25 pessoas que, animadas, batem palma, balançam os ombros e até arriscam passos de dança. A iniciativa foi promovida pela psicóloga da instituição, Alexandra Marangoni, e tem o objetivo de estimular as emoções.
“A música tem um poder transformador. Ela melhora o estado de espirito dos idosos, trabalha questões da memória, atenção, concentração, enfim, uma série de benefícios que a música trás para qualquer pessoa, independente da idade. A música trabalha as emoções e percebo que muitos passaram a ter, por exemplo, mais autoestima depois que montamos o grupo. Música é vida.”
Um dos componentes assíduos do grupo é Ismael Alves, 73, que prefere ser chamado de Tatu. Ele assume que, apesar de não ser bom nos vocais, não perde um encontro do grupo. “Canto meio mal, mas canto”.
O Lar de Ofélia foi criado em 1946, e atualmente atende cerca de 180 idosos, entre homens e mulheres, em diversos níveis de vulnerabilidade social que tiveram seus vínculos familiares fragilizados ou rompidos. O local é mantido com verba da União, do governo do Estado e do município, além de doações.
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